quarta-feira, 6 de junho de 2018

Facebook acusado de compartilhar dados com a Apple, Samsung e Amazon

E de novo, o Facebook está sendo acusado de compartilhar dados de seus usuários com fabricantes de dispositivos como a Apple, Samsung e Amazon.

fonte: The Next Web, créditos: Facebook
O vexame sobre as práticas de privacidade de dados do Facebook continua. Desta vez, o New York Times informa que o Facebook aparentemente compartilhou uma quantidade inadequada de informações dos usuários com fabricantes de dispositivos, como Apple, Samsung e Amazon.

Os detalhes: de acordo com o NYT, os acordos do Facebook com as fabricantes de hardware são anteriores à existência do aplicativo do Facebook. A empresa criou APIs que permitiriam que empresas como Apple ou Blackberry criassem recursos semelhantes ao Facebook. Para permitir que esses recursos funcionassem, a empresa concordou em compartilhar os dados dos usuários com as empresas.

O NYT questiona se esses acordos entram em conflito com um decreto da Comissão Federal de Comércio (FTC) de 2011 que exigia, entre outras coisas, que o Facebook “obtivesse consentimento expresso e afirmativo dos consumidores antes de promulgar alterações que sobrepõem suas preferências de privacidade”. As APIs fornecem acesso a muito mais informações do que os consumidores possam estar cientes.

Como exemplo, o escritor Michael LaForgia, que ao logar em sua conta do Facebook em um Blackberry Z10, o aplicativo Hub do smartphone recuperou informações religiosas, políticas e de relacionamento de todos os seus 556 amigos e 294.258 dos amigos de seus amigos.

O contra-argumento: O Facebook respondeu ao artigo diretamente em um comunicado de imprensa. Nele, Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos da empresa, argumenta que as duas situações são completamente diferentes:

Como essas APIs permitiram que outras empresas recriassem a experiência do Facebook, nós as controlávamos com rigor desde o início. Esses parceiros assinaram contratos que impediam que as informações do Facebook das pessoas fossem usadas para qualquer outra finalidade além de recriar experiências parecidas com o Facebook. … Isso é muito diferente das APIs públicas usadas por desenvolvedores de terceiros, como Aleksandr Kogan.

Archibong diz que as APIs foram criadas para preencher uma demanda de Facebook móvel que a empresa não poderia atender sozinha e, portanto, necessária. Ele também observou que a empresa está diminuindo essas parcerias em geral, já tendo encerrado com 22 delas.

Por que é importante: se isso tivesse acontecido antes do escândalo da Cambridge Analytica, talvez não parecesse tão sombrio. Se você usa o Facebook e, digamos, um produto da Apple, provavelmente tem uma confiança intrínseca nas duas empresas - mais do que eu diria que a maioria tinha no desenvolvedor de um questionário no Facebook. Archibong também apontou que os acordos do Facebook com as empresas foram criados para evitar o uso indevido, e a empresa não sabia de nada.

Por outro lado, dizer que "criamos essas APIs para preencher uma necessidade pública" não refuta exatamente a noção de que essas APIs compartilham mais do que a quantidade usual de dados privados com empresas.

Ainda não foi provado se o Facebook realmente violou o decreto de consentimento do FTC. A Comissão confirmou no início deste ano que estava conduzindo uma investigação não pública sobre a empresa após Cambridge Analytica.

fonte: The Next Web

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