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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Religião, terrorismo... Será que todos entenderam errado?





Como ateu, vejo a religião como um mal que atrasa o progresso (ciência e tecnologia) e que promove a dominação das massas menos favorecidas de uma sociedade. E a crença em um ser invisível, que acima de nós, nos observa é algo inaceitável.

fonte: Grupo Sou Ateu - Facebook
Mas reconheço que a religião bem que poderia ser uma filosofia de vida, como o Budismo parece ser, sem precisar temer um ser poderoso, onipotente e onisciente que nos impõe regras e obediência cega e servil.

As três grandes religiões vigentes no mundo - Cristianismo, Judaísmo e Islamismo - que nasceram numa mesma região do planeta afirmam que há só um Deus, mas cada uma e seus seguidores afirmam que o seu Deus é o melhor, e tentam sobrepujar umas a outras.

Eu sei que o Islã nada tem a ver com o terrorismo, mas este último tem tudo a ver com o Islã. Confuso?

É simples. Líderes religiosos podem distorcer e manipular seus escritos sagrados e provocar um conflito, que convém aos seus interesses. E não precisamos ir muito longe. Temos líderes cristãos que pregam o ódio e o preconceito em todas mídias. Eles impõem suas opiniões pesadas e nada impede que um seguidor fiel entenda tudo errado e saia por aí fazendo a justiça de Deus com as próprias mãos, e isso acontece a todo momento, com a matança de homossexuais e de ateus, pois são abominações ligadas ao demônio e devem ser extirpados da face da Terra, e no final, Deus vai recompensá-lo por ter sido um instrumento.

Por mais que o Islã pregue a paz e o amor, sempre haverá líderes que pregarão essa paz e amor com a morte dos infiéis, que no momento são todos os ocidentais, pois nosso estilo de vida e nossas religiões vão contra suas doutrinas e dogmas, a famosa Guerra Santa. Somente a destruição daqueles que não são muçulmanos é que trará na visão deles, um mundo mais justo com paz e amor. Esse fanatismo é uma doença, e que leva a situações extremas e lamentáveis.

fonte: Dorgas on Fire
Como coloquei no Facebook, essa comoção que está acontecendo com o ocorrido na França é justa, mas e na África, onde terroristas dessa mesma religião provocam mortes e destruição em países como a Nigéria e o Quênia? Essa comoção não deveria ser estendida? Mas a mídia, como sempre, só tem olhos para uma só direção.

#TodosSomosSeresHumanos deveria ser a hashtag do momento, mas infelizmente esses radicalismos religiosos tendem a continuar e a nos separar cada vez mais.

E só um detalhe: Para quem fica horrorizado com os feitos desse Estado Islâmico, saiba que a Igreja Católica fez pior durante a Idade Média, com os mesmos requintes de crueldade. A diferença é que o Catolicismo foi "domesticado" e "largou" o poder. Nos países muçulmanos, religião e política continuam andando lado a lado, causando atrasos e ditando o que as pessoas devem ou não vestir, ler, entre outras coisas.

Se esse Deus único existir, além de ser esquizofrênico, é também confuso e disléxico, pois todos entenderam errado sua mensagem.


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3 comentários :

  1. Olá Cidão,

    Vê-se, meu caro, que o teu entendimento acerca da religião é insuficiente. Ora bem, podes achar isto ou aquilo inaceitável para ti (a mim não me faz diferença), mas seria apropriado fazeres alguma pesquisa antes de falares de um assunto tão sério para mais de 3 biliões (ou mil milhões) de pessoas (Judeus, Cristão e Muçulmanos) à volta do mundo.

    Sim, aquilo que parece serem as três principais religiões nasceram na mesma região; mas elas não dizem que o seu Deus é melhor que o outro Deus já que isso não faria sentido nenhum (se só há um Deus, não pode haver outro melhor que o UM - uma grave contradição). O que acontece é que há correntes do Cristianismo que dizem que Jesus é um deus (algo que tanto os Judeus e os Muçulmanos negam e com razão) e que só através dele é que se conhecerá a salvação (mais uma vez, uma percepção errada porque não foi isso que Jesus quis dizer); os Judeus nem sequer entram nesse tipo de debate porque não são adeptos do proselitismo (i.e. conversões); os Muçulmanos, tal qual os Evangélicos cristãos de hoje e os Católicos de outrora, são super adeptos das conversões em massa e dizem que quem não se submeter a Alá é infiel e não merece viver em paz (daí quando dizem que o Islão é uma religião de paz, estão a dizer a verdade embora não digam que essa paz só é possível entre muçulmanos - tal como diz o Corão).
    Três pensamentos diferentes que em nada suportam a ideia de que o tal "Deus Uno" é melhor que o outro que não existe.

    Já leste o al-Corão, Cidão?

    "mas e na África, onde terroristas dessa mesma religião provocam mortes e destruição em países como a Nigéria e o Quênia? Essa comoção não deveria ser estendida? Mas a mídia, como sempre, só tem olhos para uma só direção."

    Muito bem dito.

    De novo, a comparação entre o Estado Islâmico e a Igreja Católica é inapropriada e factualmente errada. O Estado Islâmico age baseado no al-Corão e no Hadith; a Igreja Católica agia de acordo com a "sua" cabeça, e não baseado nos ensinamentos de Cristo - e espero que saibas que as cruzadas foram uma reacção à agressão muçulmana em Jerusalém e na Turquia. Há que ser justo na avaliação destes eventos, senão corremos o risco de ser tão culpados quanto a media mentirosa e imparcial.

    "Se esse Deus único existir, além de ser esquizofrênico, é também confuso e disléxico, pois todos entenderam errado sua mensagem."

    Ha! Então sempre pões a hipótese de Deus existir? De qualquer maneira, a mensagem de Deus é bem clara, quem é confusa, disléxica e esquizofrénica é a raça humana. Mas é sempre mais fácil pôr a culpa nos outros, não é?

    Um abração

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    Respostas
    1. Max, aqui no Brasil, por exemplo, tanto católicos quanto evangélicos afirmam cada corrente, que o seu Deus é o melhor. Esse radicalismo não chega a tanto, mas já teve pastor chutando imagem de uma santa na TV, incêndios em igrejas e violência entre fiéis, mas como sempre fatos isolados. Ainda bem.

      Quanto a comparação, eu não acho que seja inapropriada. De um jeito ou de outro, agindo cada qual de formas diferentes, em tempos distintos, sempre se levou a mortes e guerras. Isso é fato!

      E por fim, eu apenas quis manifestar que SE ele existisse, pois eu não acredito na existência dele. Como Deus e outros Deuses são criações do ser humano, a culpa infelizmente é da própria raça humana, que não consegue conviver em paz consigo mesma.

      Crer ou não em Deus, isso é foro intimo de cada um, e eu respeito, mas a alienação e a dominação das massas provocadas pela religião (no geral) é o que me irrita. Como afirmei no texto, pensar na religião como uma filosofia de vida seria algo interessante e eficaz.

      Abraços!

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    2. Cidão,

      Ok, a tua visão estava limitada pelo exemplo brasileiro (que desde já digo que é horrível isso de andar aos chutos a imagens de santos, quer dizer...): compreende-se. Mas tenho a certeza que muitos cristãos condenaram e condenam esse tipo de comportamento e de retórica; e é aí que está a diferença: os muçulmanos não criticam em massa esta gente vil que se intitula de Jihadista, de Mujahideen, o que for. No dia que eles vierem para a rua fazer manifs, como fazem quando Israel se defende, contra os seus irmãos terroristas aí talvez nós possamos falar seriamente da Ummah em termos de quererem paz com os outros povos. Até lá, temos de desconfiar (principalmente porque o Corão manda que nunca se aliem a infiéis).

      "Quanto a comparação, eu não acho que seja inapropriada. De um jeito ou de outro, agindo cada qual de formas diferentes, em tempos distintos, sempre se levou a mortes e guerras. Isso é fato!"

      É inapropriada quando o contexto é omitido. Não se deve dizer que algo é um facto só por se ter em mente a informação parcial; senão não seremos melhores que o partido Nazi que andou a criar factos com base no princípio ditado pelo seu o chefe de propaganda: diz uma mentira muitas vezes, por demasiado tempo, e ela virará verdade (leia-se facto).
      É preciso ter em mente o contexto histórico das coisas.

      Falaste no Budismo (como exemplo de uma filosofia de vida): ora, o Budismo crê num Deus Criador, somente não crê num Deus interveniente. O Hinduismo crê num Deus Criador (Brahma) ainda que dêem mais importância às divindades (que são as várias faces desse Deus), e no entanto é uma filosofia de vida. Mas até estas duas filosofias de vida quando perante a ameaça Islâmica se vêem em guerra com os muçulmanos (exemplo budista [Miamar], exemplo hindu [Gujarat, Kashmir e outros ao longo dos séculos].

      Logo, a questão é: o problema é a religião ou são os homens néscios?

      Bom fim-de-semana :D

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Pessoal, comentem, críticas e elogios serão bem aceitos. E eu respondo, posso demorar mas respondo. Esse velho lobo do mar tarda mas não falha!!!!

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