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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Um novo ensino médio, mais uma experiência desastrosa no ensino público?





Semana passada, foi noticiado nos jornais e portais da internet a intensão do (des)governo de São Paulo de mudar o ensino médio no estado. Nesse novo regime anunciado para 2016, os alunos irão escolher as matérias que ELES querem estudar...

Na visão da Secretaria do ensino de São Paulo, o sistema atual é falho e pode desabar porque o aluno de hoje é massacrado (coitadinho) com conteúdos a qual é obrigado a engolir e por isso, ele não sente mais vontade de ir à escola. E confirmado nas próprias palavras do Sr. Secretário Voorwald, "...Se ele odeia Matemática, pode optar por Artes, Idiomas..."

Uma visão toda minha.

É uma declaração infeliz desse burocrata. Em nenhum momento, nos artigos espalhados por aí, dizem que o novo ensino médio vai ser dividido em áreas de interesse ( que é um sonho, exatas biomédicas e humanas), pelo que dá a entender, se o aluno não gosta de tal disciplina, ele simplesmente pode trocar por outra, como se troca uma roupa íntima.

E o engraçado é que com a falta de professores no ensino público (claro, com esse salário digno que recebemos), essa poderá ser a solução. Como os alunos deixarão de assistir a algumas disciplinas, vai reduzir o número de aulas em um colégio, e o professor para manter a sua carga, deverá completar em outras unidades, suprindo assim a falta de profissionais(sério, quem se habilita a lecionar no estado ganhando cerca de 10 reais a hora-aula?). Mas aí fica a pergunta, as disciplinas que serão oferecidas vão precisar também de professores, e de novo, quem vai ser louco para trabalhar por tão pouco e enfrentar as agruras do dia a dia de uma escola onde o aluno, por causa da progressão continuada, sabe que mesmo não fazendo nada, mas tendo presença, passa de ano normalmente?

Essa solução no futuro, pode também ser uma alternativa do enxugamento de gasto público ( que o estado tanto almeja), pois ao oferecer disciplinas optativas, a terceirização seria o caminho, ou seja, mais um desastre para a educação em São Paulo.

Nesse modelo que se vislumbra algumas disciplinas da área de humanas, bem como todas as de exatas, seriam totalmente afetadas, pois o aluno que nós temos hoje, é fruto de uma legislação educacional falha e como ele não gosta de ser cobrado, com certeza, vão fugir de certas disciplinas.

É lindo falar no conceito de protagonismo juvenil, onde um aluno consciente tem idéia do que realmente quer fazer com base nas suas escolhas certas, mas de novo, esse nosso aluno de hoje não é preparado para isso, ele não tem uma orientação psicológica, vocacional, pedagógica ou profissional para definirem suas expectativas ou necessidades.

Eu tinha jurado não falar mais de educação nesse blog, mas a turma do PSDB sempre me fascina e não para de me surpreender!


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