sábado, 30 de abril de 2011

Polícia para quem precisa?

Para que serve a polícia? Uns diriam para proteger a sociedade, outros para orientar os cidadões, ou até mesmo para manter a ordem. Mas na realidade, não é bem assim. Que eu saiba, a nossa constituição garante o direito e a liberdade de expressão bem como manifestações públicas. Agora imagine em uma tarde de sábado, na Avenida Paulista, que sempre é palco de muitas reivindicações e manifestos, como as imagens abaixo:

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vamos ser todos gays juntos!!!

StopHomofobia
Qual o problema de uma pessoa se relacionar com alguém do mesmo sexo? Se você, amigo ou amiga, se sente incomodado, é sinal de que você tem algo a esconder. Para mim é normal toda e qualquer manifestação de amor e carinho. A intolerância e a violência contra os homossexuais está atingindo níveis críticos e é preciso dar um basta nisso.

sábado, 13 de março de 2010

A morte de Glauco e a escalada da violência

Não queria que esse fosse o primeiro post com o novo template, mas sinceramente ontem eu não tinha muito a dizer, tamanho era a tristeza e o ódio que eu estava sentindo ao ver as notícias do começo do dia.

sábado, 7 de março de 2009

Educação em São Paulo é uma piada

Ser professor virou uma profissão perigo. Quando a gente dá uma bronca em um aluno, não sabemos o perigo que isso pode acarretar, pois não o conhecemos de verdade. Uma coisa é o aluno em classe, outra é lá fora, na vida real. Deveríamos receber por insalubridade...

Enquanto nossos governantes continua a espalhar para a mídia que a educação em São Paulo está melhorando, os problemas continuam, a progressão continuada continua, os salários do professor continuam baixíssimos, as classes superlotadas continuam, a violência e as drogas continuam... Ou seja nada mudou.

E essa nova proposta é um lixo. Na minha disciplina, os alunos são tratados como se fossem umas antas, por causa do jeito como a Física está sendo desenvolvida... Eu mesmo aplicando as atividades me sinto um idiota. Não foi assim que eu aprendi Física, nem no ensino médio, nem na universidade. Parece que eu estou em outra dimensão.

E eu não sou o único que reclama, outros colegas, em suas respectivas disciplinas, também estão perdidinhos.

Estamos desaprendendo como dar aula. Lamentável.

Em tempo: Na quinta passada, alunos de uma certa classe soltou gás de pimenta, deixando a todos sufocados. E sabem o que vai acontecer com as figuras? Nada! Porque a legislação diz que eles não podem ser suspensos ou expulsos.

Mas, esse gás ou spray de pimenta não é exclusivo da polícia? A sua venda não é ilegal? Como esses alunos conseguiram comprar?

Como você é bobo, Cido... Você sabe como as coisas realmente funcionam nesse país...

O problema é que isso é pouco, porque já presenciei aluno armado, vendendo drogas, até mesmo sinais de prostituição(certas escolas tem alguns lugares meio que escondidos e coisas estranhas acontecem!).

Preciso logo largar disso tudo!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Verdadeiro caos em Sampa

Não quis falar antes porque eu sei que iria dizer coisas que não podem ser ditas mas, eu sinto algo que fica atravessado na garganta e que se eu não falar, vou explodir. o que aconteceu nessa semana na favela de Paraisópolis é inadmissível. É nessas horas que dá vontade de pegar uma arma e fazer justiça com as próprias mãos.

Um grupo de marginais que para o trânsito, faz baderna, destrói propriedade alheia, mobiliza todo o batalhão da polícia, deveria ter todos os seus elementos postos a sete palmos do chão imediatamente.

E tudo por causa de um outro marginal que trocou tiros com a polícia e veio a falecer. Quer dizer então que, se toda vez que um meliante desses for morto, vamos ter uma revolta desses bandidos e parar com a cidade? E ainda dizem que a ordem da manifestação veio de dentro de um presídio.

Mas Segurança pública, Ministério da Justiça, Câmara, Senado e todos seus asseclas: Quando é que vão começar a legislar a favor da população que trabalha todo santo dia e paga (e muito!) os impostos devidos? Quando é que os Direitos Humanos das pessoas de bem serão respeitados?

Vivemos uma crise de autoridade nesse país sem precedentes. Ninguém respeita mais ninguém, ninguém tem mais respeito a hierarquia, é o verdadeiro samba do crioulo doido. E ainda tem gente que reclama da presença da polícia no local. Ou seja, preferem confiar nos bandidos do que na própria autoridade constituída? É a falência total da sociedade!

Eu fico revoltado com esse estado de coisas. Estamos a mercê desses marginais, eles ditam as regras e faz acontecer. Se vivêssemos num país sério esses caras seriam exterminados sem dó, e que se foda os direitos humanos desses monstros.

O único direito que esses marginais tem é o direito de ter a missa de sétimo dia, e olhe lá!

E eu me segurei para não escrever coisas piores.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Inclusão, uma palavra que me dá medo!

A onda agora não só aqui no Brasil, quanto no mundo é a inclusão digital, e vou aqui dar minha opinião. Não sei no resto do mundo, mas aqui em nosso país, essa palavrinha que, para muitos é mágica e vai resolver os problemas sociais, é a tremenda lorota que se propaga na boca de muitos. Sim, estou falando da palavra inclusão, e de qualquer tipo, seja social, digital, ou o raio que o parta.

Eu presencio coisas muito negativas na área da educação por conta dessa tal inclusão. Salas superlotadas, promoção automática, nível baixo de ensino, cotas para a universidade, etc, etc. Não é assim que os problemas sociais vão ser resolvidos. De que adianta dar escola para todos e não ter uma estrutura decente, ou colocar 20 computadores numa sala, sem ter profissionais de verdade em cada área? Eles esperam que o professor seja ao mesmo tempo, psicólogo, polícial, pai, mãe, instrutor de informática, psiquiatra, leão de chácara, carcereiro, ator, e professor, pasmém!!!

Com a legislação educacional que está ai, a escola hoje está sim, formando MARGINAIS, bandidos da pior espécie.

E agora, essa campanha do um laptop por aluno, incentivado pelo nosso governo, que vai gastar milhões para que todos nossos alunos sejam agraciados com esse pedaço de tecnologia, como se isso fosse a salvação da educação. Isso vai é aumentar o número de roubos entre eles, esperem só para ver.

Só que essa campanha não é privilégio nosso, pois existe uma fundação mundial que está apoiando essa causa. O objetivo é fornecer laptops movidos a energia solar para as crianças pobres do mundo...

Eu vi uma das imagens da campanha, uma menina negra, no meio do que deve ser o deserto africano, pobrezinha, paupérrima, mas com o tal do laptop na mão... Sei lá... pensei imediatamente num humor negro. Desculpem-me a minha sinceridade. É cômico, para não ser trágico...

Será que dar um laptop para uma criança nessas condições irá melhorar suas condições de vida? Sei lá, mas como sou paranóico e sempre tendo a ver segundas intenções e teorias da conspiração, acredito que a empresa que irá fabricar esses aparelhos irá faturar horrores, por conta de superfaturamento, pois essa campanha vai ter um alcance mundial. Portanto eu prevejo bolsos bem cheios nas calças desses empresários.

Em tempo: Por meio da tecnologia digital, colocaram até o John Lennon falando num dos vídeos da campanha... E de novo peço desculpas, pois para mim é um tremendo de um sacrilégio. Se quiserem ver o vídeo, cliquem aqui.
A campanha pode até ter boas intenções, mas me permito ser pessimista nesta... Não vejo resultado algum. Quer um exemplo? Hoje em dia, temos informação em tudo quanto é lugar, todos os nossos jovens são alertados quanto ao perigo das drogas e a gravidez na adolescência em qualquer tipo de mídia, seja impressa, televisiva ou virtual. Deveríamos ter então uma juventude bem mais consciente do que as gerações passadas? Certo? Ledo engano, fazem pior. A cada dia que passas, a comercialização das drogas aumenta assustadoramente entre os jovens, de qualquer classe, e muitas garotas entre 10 e 14 anos acabam tendo suas relações sexuais muito precocemente e a gravidez nessa faixa de idade também aumenta, ao lado da prostituição infantil.

A tecnologia, de qualquer tipo, é linda e vem para ajudar e colaborar, mas ela sozinha não irá resolver os problemas que existem nesse nosso mundo. É preciso uma ação puramente política.
(by A. J. Rosário - 31/12/2008)


domingo, 9 de novembro de 2008

Uma semana de cão!

Essa foi uma semana de cão no colégio que trabalho. Sei que é domingo, mas eu tenho que compartilhar isso com vocês.
Tudo começou na segunda, eterna segunda que tanto odeio. Logo nesse dia tenho duas salas de 2ª série terríveis, sendo que uma delas não há condição de fazer um trabalho direito, todos os professores rezam pais nossos e aves marias para entrar lá.
Eu não sou religioso, mas sinto calafrios. Nessa sala que é pior, os professores são alvos de chacotas, ninguém respeita ninguém e nesse dia me atacaram duas bolas de papel. Eu ameaçei dizendo que ia me retirar da sala, quando uma voz, de menina ecoou pela sala: "Então sai logo", eu prontamente reuni meus materiais e sai indo direto para a direção. Resultado: o diretor suspendeu a sala, mas isso não adiantou, pelo que soube, no resto da semana as coisas continuaram as mesmas.

Nessa mesma semana, outra colega professora, de educação artística, levou um tapa na cabeça, talvez um "pedala robinho" de um aluno; um aluno em outra classe atirou a caixa do apagador no rosto de outro colega professor, também de educação artística; numa sala de 1ª série, atiraram uma bomba na aula da professora de química.
Isso sem falar na gritaria e quebra quebra que já são acostumados a fazer. A diretora colocou em cada sala um tipo de fechadura que só abre do lado de dentro, para evitar que a abrem de fora, parece que já arrancaram algumas em determinadas salas.

E para o governo tudo parece estar bem, a inclusão social está indo de vento em popa, pois a paz reina nas escolas e todos estão aprendendo com seriedade e muito interesse, o professor está feliz com o salário justo que recebe e todos os alunos são aprovados sem distinção.
E a mídia como sempre divulga tabelas e gráficos que mostram que a evolução do ensino está indo no caminho certo.

Em tempo, estou dando pulos de alegria, porque elegeram o Kassab(grande parte do professorado) e ele vai fazer do ensino da prefeitura, que sempre teve um estatuto sério e salário maior, a imagem e semelhança do estado. Já estou vendo gente arrependida, porque vão ferrar com os profissionais que acumulam cargos(que lecionam tanto no estado quanto na prefeitura).

Hoje é domingo, dia para lazer e descanso, mas eu tinha que compartilhar isso com vocês, e além do mais, é um dia na qual tenho tempo para escrever, agendar os posts, comentar e responder posts aqui e nos meus colegas. Adoro lecionar, mas se eu pudesse, largava tudo sem pensar. Não fiquei 5 anos numa faculdade para de repente passar a vergonha e humilhação dentro de uma sala de aula.

E ainda me dizem para fazer mestrado e trabalhar no ensino superior, já não tenho mais saco para aguentar uma sala de aula sendo professor, imagine sendo aluno. E um detalhe: o ensino superior, pelo menos aqui em Sampa, não é muito diferente do que acontece no ensino médio. Todos esses alunos que estão sendo empurrados anos após anos chegam nas faculdades com tanta facilidade, pois não há mais vestibular, e sim processo seletivo, e suas deficiências atravessam fronteiras.

Conheço colegas que lecionam em faculdades particulares que também já não estão mais aguentando essa leva de estudantes que foram promovidos automaticamente no ensino público, mas como essas instituições são verdadeiras fábricas de dinheiro, para elas pouco importa se o aluno tem base ou não,se aprende ou não, o que importa mesmo é que eles paguem, porque ensinar é apenas um mero detalhe e passar de ano é uma certeza.

Depois reclamam porque eu às vezes digo que me sinto como se fosse um verdadeiro palhaço. Aquele velho lema nunca foi tão claro e real: o professor finge que dá aula e os alunos fingem que estão aprendendo! Lamentável.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

As Eloás e os Lindembergs da vida

Apesar do triste desfecho que houve em Santo André, a quantidade de Eloás e Lindembergs que existem por aí é tremendamente enorme. Só onde moro posso detectar um monte, nos colégios que trabalho, então, é só o que se vê. E o que se faz? Nada.

Vivemos numa sociedade desestruturada que acaba erotizando tudo. Para se vender um chapéu há mulher pelada, qualquer movimento musical acaba privilegiando a bunda e o ato sexual, as novelas mostram sexo a todo momento, a moda acaba indo para esse lado ao fazer roupas cada vez mais provocantes, ou seja, como criar um filho ou uma filha diante de tudo isso?

Antes de tudo, não sou moralista, quem me conhece sabe que sou promíscuo, mas existem excessos que não dá para serem ignorados.

Quando se vê uma menina em seus 5, 6 anos dançando na boquinha da garrafa ou esse famigerado creu, e vendo que a família aceita porque acha bonitinho e engraçadinho, aí vemos a proporção que se tomou toda essa coisa.

Há meninas de de 9 a 13 anos com muito mais experiências do que muita mulher adulta, e ouço da boca de muita gente que isso é normal. Não foi isso que aprendi. São valores totalmente fora de sincronia.

Um pai, no colégio que trabalho, discutiu com um colega professor dizendo que a filha dele era livre para fazer o que ela quisesse, porque está na lei; tudo isso porque meu colega impôs uma regra para todos no tocante ao encadernamento de livros, e a filha não queria seguir. Agora que lei seria essa? O malfadado Eca? Ou a lei que impera a nossa sociedade, o de levar vantagem em tudo?

Faltam limites, responsabilidades, respeitabilidade, ética, valores... Tudo que uma pessoa deve ter para se viver numa sociedade. Hoje a moda é não mais seguir as regras e as leis, o negócio é fazer a coisa sem se importar se está ou não atingindo o outro, o que importa é a satisfação pessoal, tudo ao mesmo tempo agora(parafraseando Titãs).
O que fazer? Como fazer? De quem é a culpa? Perguntas difíceis sem resposta.

Em reunião no colégio assistimos um vídeo de um educador que falava sobre a violência e a transgressões dos jovens. Da falta da família, da falta de tudo que mencionei acima. E no final, onde está a solução? O palestrante não sabia. Depois de quase 2 horas de palestra, ansioso para ouvir uma solução, a decepção tomou conta de todos. Bem, eu realmente não sei, nem meus colegas sabem. Ninguém sabe. Diante disso tudo, quem somos nós para criticarmos nosso presidente quando ele falou que não sabia de nada se um doutorando da USP também não sabe?

Há milhares de Eloás e Lindembergs por aí e fechamos nossos olhos a tudo isso. E a hipocrisia e a mediocridade permanecem as mesmas.
(by A. J. Rosário - 22/10/2008)


terça-feira, 8 de julho de 2008

Que país é esse?

É com indignação e revolta ver o que acontece nesse país. Onde já se viu a tragédia que aconteceu domingo a noite na cidade do Rio de Janeiro, em que uma criança foi baleada dentro do carro da mãe, pasmem, por policiais, que estavam em perseguição a bandidos e que "confundiram" o carro deles com a de outra pessoa, metralharam impiedosamente e que resultou nessa triste fatalidade.

O menino, João Roberto Amaral (à esquerda na imagem acima), de apenas três anos veio a falecer na tarde dessa segunda feira, por morte cerebral e seu enterro acontece hoje na cidade "maravilhosa".

Se não for uma bala perdida vinda dos morros, os próprios policiais se encarregam de fazer o serviço sujo.

É a falência total, é duro ter que ouvir pessoas dizendo que se sentem mais protegidas por bandidos e/ou traficantes do que na própria polícia, que é uma instituição governamental paga pelos nossos impostos, e que teria como função fundamental, nos proteger.

Tenho vergonha de ser brasileiro... De morar num país onde impera a impunidade, pois a justiça é lenta e as leis são feitas apenas para proteger aqueles que tem grana. Onde os filhos matam seus próprios pais por dinheiro ou os próprios pais matam seus filhos jogando do alto de um prédio, ou mães que jogam seus recém nascidos no lixo.
Um país que não investe na Educação e que a deixa na mão de empresários que fazem verdadeiros negócios da China. É o pagar para passar descaradamente em ação. Assim temos governantes ineptos e a corrupção rola solta.

E quem sofre com tudo isso? Parem para pensar.

Penso na dor que essa família está passando e me sinto impotente diante disso tudo. Acredito que vocês também.

Nada mais a declarar...

domingo, 18 de maio de 2008

Blogagem Coletiva: Em defesa da infância


A exploração sexual de menores

Uma das coisas que denigrem o nosso país é a visão que os estrangeiros tem daqui. O Brasil é um país que não é levado a sério e onde o turismo sexual rola solto nas grandes capitais. Nesse contexto, surge a exploração sexual de menores. Por causa da pobreza e pelos ganhos fáceis, e também pela necessidade de consumo, muitas garotas de menores de idade são atraídas para esse fim.

E não devemos esquecer que essa exploração também começa dentro da família, e muitas dessas crianças são consideradas culpadas dos abusos que sofrem.
Outra coisa que contribui para essa exploração é a pornografia que rola solta principalmente na Internet, e não podemos esquecer também que muito da erotização de nossas crianças vem também dos inumeros meios de comunicações, que irresponsáveis, enchem a programação de programas xulos sob a desculpa de uma tal audiência.
Com a família desestruturada que hoje temos, as crianças se tornam presas fáceis e são facilmente induzidas para esse fim. Triste é ver que os próprios pais permitem tal coisa, acham engraçado uma menina dançar na boquinha da garrafa ou a dança o créu, e até mesmo isso, que vi no blog da Ester Beatriz. É lamentável, revoltante e nojento!




Para alguns, essa violência é uma doença, e que quem pratica essa exploração deve ter um tratamento e acompanhamento médico. Mas na verdade é uma completa e total falta de valores, de limites, ética e responsabilidade. É a impunidade que existe nesse país que faz com que esses monstros apareçam e se aproveitem dessa situação caótica.

Aos pais, restam monitorar seus filhos ao que estão assistindo na televisão e ao navegar pela internet, saber com quem a criança está conversando pelo MSN, e também saber quem está na lista de amigos de comunidades virtuais. Recursos esses que são um prato cheio para quem quiser cometer um ato ilícito. Aliás, pelo que me consta, o Orkut é proibido para menores de 18 anos, e, portanto a coisa ainda é pior. Recursos para impedir o uso de sites impróprios existem e é imperativo que um pai ou uma mãe se utilize desse fim. Serem firmes em suas decisões e realmente saberem dizer não. É importante os pais participarem do convívio social de seus filhos, não no sentido de envergonhá-los, mas sim no sentido da prevenção. Mostra-los que vocês estão presentes e atuantes na vida deles.

Ao governo, cabe a criação de leis mais duras e claras. Fazer com que a justiça seja mais rápida e mais confiável, para tanto, é de nossa responsabilidade saber quem estamos colocando nos cargos políticos, pois serão eles que irão legislar em nossas causas. E não podemos esquecer da Educação. O governo deve investir pesadamente no ensino fundamental (1ª a 9ª séries) e preparar nossos jovens para o trabalho. Dar as condições necessárias de saúde, saneamento básico e principalmente financeira para a família, para que a criança não precise trabalhar para sustentá-la, pois lugar de criança é na escola.



Essa blogagem coletiva foi idealizada pelo blog Diga não a Erotização Infantil, promovido pelo Luz de Luma e Amigos da Blogosfera. Photobucket

Leiam aqui a minha postagem na ocasião da blogagem coletiva contra a pedofilia.
Photobucket

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Violência

Ontem, a blogosfera nacional se uniu para tratar de um tema de suma importância, que é a defesa de nossas crianças ante ao perigo da pedofilia. Vários blogs escreveram sobre o tema, e acredito que conseguimos passar o recado. O tema foi bem abordado e fica a certeza que podemos fazer ainda muito mais.

Hoje tristemente leio duas notícias que mostram a violência que ronda nossos lares, publicadas aqui e aqui.

E a pergunta fica: Até quando iremos ficar refém dessa violência, seja ela de qualquer tipo... Onde estão nossos políticos que deveriam criar leis que possam nos proteger?
Até quando ficaremos impotentes contra esse tipo de coisa?
Será que um dia viveremos numa sociedade justa?

Continuem visitando Seawolf City, mas se quiserem vê-la prosperar, crie indústrias!

Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!

domingo, 11 de novembro de 2007

Rapidinhas de domingo!


Violência no Futebol

A violência no futebol não é só aqui, hoje na Itália, a briga entre torcedores resultou na morte de um deles, por causa de uma bala perdida vinda da polícia, fazendo com que o jogo Inter X Lazio fosse suspenso. E no jogo Milan x Atalanta, após 7 minutos de jogo, outro confronto entre torcidas causou também a suspensão dessa partida.

A violência é mundial, não é privilégio nosso, e o que fazer? Tolerância zero como no caso dos hooligans ingleses? Talvez sim. Muitas vezes são pequenos grupos que comentem tal situação. Medidas duras devem ser feitas contra esses verdadeiros bandidos que prejudicam o espetáculo que é o futebol. Lá na Europa, é certo que esses torcedores, ao serem identificados, nunca mais irão assistir a uma partida de futebol num estádio, e aqui no Brasil?

Eles continuam livremente, vestindo a camisa de uma torcida organizada, afastando cada vez mais os torcedores de verdade. Eu mesmo, não mais freqüento estádios de futebol. Não quero arriscar a minha vida.

Novela no celular?

Odeio celular. Aliás, meu ódio por esse aparelho surgiu dentro da sala de aula, por causa dos excessos.

Hoje esse aparelho tem de tudo: vídeo, tv, radio, mp3, jogos, mas muitas vezes completar uma ligação em determinada região é um tormento, mas agora vem mais uma novidade: novela! Sim, o Diário de Sofia, produzida em Portugal, estréia amanhã, dia 12. A primeira temporada tem 21 episódios que poderão ser baixados pelos clientes das operadoras Vivo, Tim, Oi e Claro. Leiam mais aqui.

Iron Maiden no Brasil

Sim, em 02 de março, no Arena Skol Anhembi em São Paulo e 05 de março, no Gigantinho, em Porto Alegre. Se eu estarei lá? Quem sabe. Quando tiver o set list e os locais dos postos de venda dos ingressos, colocarei aqui.

Em tempo, Paul Di’Anno, primeiro vocalista do iron, vai tocar no dia 24 de novembro, no Blackmore Rock Bar, em Moema, bairro de São Paulo. Nesse evento contará com abertura a cargo da banda santista KVORK, que conta com Rodrigo BV. (vocal), Raphael Mattos e Yves Martins (guitarras), Eduardo Passos (baixo), e Fernando Faustino (bateria). O show está previsto para as 22h. Informações no Iron Maiden Brasil.

A Santa Ceia em pixels

O site Haltadefinizione.com está disponibilizando o famoso quadro de Da Vince em alta resoluçao, ou seja em mais de 16 bilhões de pixels (172.181 x 93.611 pixels)!!!! Deêm uma conferida.

Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pensamentos quase póstumos


O texto abaixo, escrito por Luciano Huck, foi publicado no caderno opinião da Folha de São Paulo, que em seu site é infelizmente restrito apenas para os seus assinantes, portanto vou colocá-lo aqui na íntegra. É um texto polemico porque trata das questões de segurança e é também um desabafo, e já vou dizendo que concordo com tudo que está escrito. Não sou simpatizante do apresentador, nem assisto ao seu programa, mas assim como ele, pago os impostos e, portanto também exijo que alguma coisa seja feita de verdade pelo nosso governo. E ainda tem idiotas que defendem esses bandidos e criticam Huck. É lamentável. É por essas e outras que me sinto um palhaço!

Pensamentos quase póstumos
Luciano Huck

Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
ão veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.
Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.


Vocês também não se sentem indignados?



Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!

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