quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Liberdade na TV : Alguns canalhas querem a volta da censura

Tem um bando de desocupados na câmara federal que querem determinar o que você pode ou não assistir. Eles resolveram criar um projeto de lei que obriga a operadora de tv a cabo ter 50% de canais nacionais, além dos canais estrangeiros terem 10% de sua programação voltada a produção nacional. Ou seja, se essa lei for aprovada, com certeza haverá aumento nas mensalidades das operadoras.

Se quiserem saber mais na íntegra esse projeto malfadado, visitem o site Liberdade na TV, e aproveitem também para mandar e-mails para esses folgados lá de Brasília. Eu já fiz a minha parte e reproduzo aqui o e-mail que enviei para cada um dos três sacripantas:


“Antes de tudo devo informar que sou eleitor do PT, porque acredito antes de tudo em idéias, mas nunca em pessoas. Venho aqui expressar o meu descontentamento com o projeto de lei, de vossa senhoria, que determina que a programação das TVs por assinatura devem exibir, pelo menos 50% de conteúdo nacional.
Eu tenho tv a cabo e pago(muito caro, aliás) para ter algo diferenciado do que há na tv aberta, e essa lei poderá resultar num aumento de mensalidades, ou até mesmo, cancelamentos de alguns canais. Se eu quero ver produção nacional, já tem a tv aberta, que é um lixo, para veicular tais programas. Já não chega ter que ter no line up da tv a cabo, canais inúteis do governo que estão lá só para ocupar espaço, ou servir a interesses de alguém. è a volta da censura que tanto mal fez a esse país.
Vocês, do governo, deveriam estar mais interessados em melhorar a vida do cidadão brasileiro, acabar com medidas populistas como fornecer subsídios, bolsas, coisas que acabam enriquecendo terceiros e principalmente, acabar com a corrupção!
Educação e saúde de qualidade e salários justos, deveriam ser principalmente os objetivos de um governo sério voltado para o engrandecimento da nação.
Esse é o meu desabafo e indignação. Desde já agradeço a atenção.”

Abaixo estão os e-mails dos três idiotas que elaboraram tal projeto, aproveitem e mandem também suas indignações e desabafos:

Deputado Jorge Bittar (PT/RJ)
E-mail: dep.jorgebittar@camara.gov.br
Relator na Comissão de Ciência e Tecnologia que pretende impor as cotas obrigatórias para conteúdo nacional nas TVs por assinatura em seu Substitutivo ao Projeto de Lei nº 29 de 2007.

Deputado Wellington Fagundes (PR-MT)
E-mail: dep.wellingtonfagundes@camara.gov.br
Relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico que propôs seu Substitutivo ao Projeto de Lei.

Deputado João Maia (PR/RN)
E-mail: dep.joaomaia@camara.gov.br
Autor do Projeto de Lei n° 1908/07 que estabelece cotas de 50% para conteúdo nacional nas TVs por assinatura.

A seguir, o vídeo da campanha feito pela ABTA:


Obs.: Não estou aqui defendendo as operadoras, pois elas também não são santas, o preço das mensalidades é um horror, o atendimento ao cliente é falho, mas estou defendendo o meu direito de assistir o que eu quero, ou seja, ter uma programação diferenciada, que mesmo assim é ruim, mas de longe muito melhor do que existe nos canais abertos.


Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!

5 comentários:

  1. Poxa Cido , este projet é ridículo... até isso agora... Vou divulgar sua mensagem no meu blog também . Um abraço e Mano e a comunidade do Orkut rsrsr tá sem Moderador rsrs. Precisamos reativá-la..
    Adilson Ferreira
    http://adilsonfs.blog.uol.com.br

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  2. Também não sabia disso...que coisa, heim? Com tantas coisas mais importantes pra serem resolvidas no nosso pais...tsc,tsc,tsc...

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  3. Oi Cidão!

    Apoiado!!!!

    O meu é Max, vivo em Portugal, e a grelha dos canais de televisão a cabo são uma porcaria também (e o serviço é caríssimo)!! Por isso deve ser algo generalizado...

    No que toca à censura: há muito que acho que os governos nos estão a querer levar de volta á idade das trevas!

    http://maxcouti.blogspot.com/2007/10/idade-das-trevas.html

    Lê: és capaz de gostar!

    Foi um prazer ler o teu blog :D!

    Ciao!

    http://maxcouti.blogspot.com

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  4. Oi Cidão!

    Obrigada por teres visitado o meu blog: amei o teu comentário, e a minha resposta é: claro que podes utilizar o texto :)!!! Se o mesmo está a acontecer aí no Brasil, então as pessoas têm de saber :)!

    Serei uma leitora assídua do teu blog! :)

    Ciao

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  5. Gente,

    A propaganda é completamente enviesada para colocar todos contra o que propõe o Projeto de Lei. Querem fazer massa de manobra contra o projeto e estão falando todo tipo de inverdade.

    Tive o trabalho de ler o projeto e estuda-lo. O projeto, de autoria do deputado Jorge Bittar sequer aparece na página da campanha dita “Liberdade na TV” – e também não há link para a proposta. E está no Congresso desde dezembro último. Certamente para que ninguém conheça o texto e, assim, fazer com que os argumentos da campanha caiam por terra.

    A campanha é orquestrada, pelo que entendi pela Sky (do magnata Rupert Murdoch) e a ABTA (que representa os canais estrangeiros). Ao que parece, a Globo através dos seus braços na TV por assinatura, tem apoiado.

    O enviesamento da campanha “Liberdade na TV” é total, para conquistar corações e mentes.

    Vamos lá. O que o projeto NÃO propõe:

    1 - a retirada dos atuais canais (estrangeiros) dos pacotes. A aplicação das cotas é progressiva, sendo alcançadas, na totalidade, em 4 anos. E em quatro anos, todas as redes estarão digitalizadas, permitindo muito mais canais.
    2 - computar 10% em cima de toda a grade horária diária dos canais estrangeiros. Os 10% são em cima de 5 horas do horário nobre. Dá 30 minutos por dia (em 4 anos), ou seja, e 3:30h na semana inteirinha.
    3 – não retira do usuário o direito de escolha sobre o que ele quer assistir na televisão por assinatura. O Projeto de Lei não subtrai, mas soma conteúdo brasileiro aos pacotes existentes hoje.

    Efetivamente, o que o projeto propõe em relação às cotas? São basicamente 3 cotas:
    1 - que daqui a 4 anos, teremos 3:30h SEMANAIS de conteúdo nacional (equivalente a 10% do tempo dentro das 5 horas do horário nobre) nos canais que tem maioria de espaço qualificado nas 5 horas do horário nobre. Entram: Warner, Sony, Discoverys, HBO, etc. E ficam de fora: NHK, RAI, ESPN, etc, porque não tem maior parte de espaço qualificado no horário nobre. Vejam bem, 210 minutos por semana em 4 anos. E no primeiro ano, 25% disso, ou exatamente 52 minutos SEMANAIS. Isso é absurdo?

    2 - O projeto é inteligente ao aproveitar a digitalização das redes de tv por assinatura, fato que promete aumentar em muito o número de canais possíveis de veiculação, para criar uma cota de canais que tenham conteúdo brasileiro, em sua maior parte. Caso nada seja feito, as redes aumentarão em 50 a 100 os canais disponíveis e todos esses canais serão programados por empresas estrangeiras, com conteúdo estrangeiro dentro deles. O texto propõe 30% de todos os canais qualificados (a titulo de exemplo: HBO e Cartoon são “canais qualificados”, ESPN e Canal Rural não) existentes no pacote. Isso dá, de fato cerca de 20 a 25 canais caso o pacote tenha 100 canais (visto que o cômputo se dá não em cima de todo o pacote, mas apenas em cima dos canais que tem majoritariamente espaço qualificado no horário nobre. 20 a 25 canais (em 100) daqui a 4 anos. No primeiro ano, a cota, pela proposta será 25% disso (ou seja 4 a 5 canais). Isso é muito? Pode ser... mas absurdo?

    3 – O projeto propõe 50% de canais programados por empresas de capital nacional. Essa cota não diz se o conteúdo será, nesses canais, brasileiro ou estrangeiro. É uma cota para os programadores nacionais, ponto. Não faz qualquer menção ao conteúdo existente dentro deles. Os canais Telecines por exemplo, são da Globosat (da Globo) e entrariam nessa cota. E só veiculam conteúdo estrangeiro.O Canal Rural, o SporTV e o Shoptime também. É uma cota grande?. Pode ser. Mas absurda?? Se diminuísse para um percentual razoável, continuaria absurda?

    O que mais o projeto propõe:

    1 - mecanismos importantes para incentivar a competição (essa palavra que os grandes empresários brasileiros tanto odeiam) na televisão por assinatura (art. 11, art. Art. 17, por exemplo);
    2 - mecanismo que faz com que alguns eventos nacionais considerados relevantes (alguns eventos esportivos, por exemplo) sejam veiculados por mais canais de programação, estando, portanto, mais acessíveis a mais gente.
    3 - limite de publicidade nos canais de tv por assinatura (15% de cada 1 hora - art. 20)

    Como tais propagandas manipulam as informações:
    1 – Dizendo que 10% da programação TOTAL dos canais estrangeiros deverá ser composta por programas brasileiros. Na verdade é 10% de 5 horas diárias (§ 2º do art. 18).
    2 – Dizendo que 50% dos canais terão de veicular conteúdo nacional. O que é uma inverdade. A cota de 50% é para programadores nacionais. E eles exibem o que quiserem: jornalismo, filmes estrangeiros, jogos de futebol, etc.
    3 – Dizendo que o usuário perderá a possibilidade de escolher o que assistir, ou que estará pagando para receber menos conteúdo.

    Há muitos interesses em jogo. E estão usando de propaganda maliciosa para fazer massa de manobra contra o projeto.

    A peça de propaganda diz que estão ameaçando a liberdade de escolha. Valeria a pena perguntar: que liberdade de escolha o assinante tem hoje?
    De pagar por uma TV por assinatura que custa de 2 a 3 vezes mais do que nos países da América do Sul para um ter um conjunto similar de canais? (o que faz com que o Brasil fique na lanterninha dos países da América do Sul na penetração do serviço). Ou ainda a tal “liberdade” esteja em comprar pacotes absolutamente fechados, onde não se permite a escolha de canal por canal?

    Não acho que são só os estrangeiros que estão interessados nessa campanha. Interessa às Organizações Globo continuar com o quase monopólio da programação brasileira na TV por assinatura. Sozinha, a empresa entrega conteúdo (canais de programação) para 82% dos assinantes brasileiros (vá em http://netbrasil.globo.com/ e clique em “Quem somos). Com esse situação, deita e rola, fazendo o preço dos pacotes serem de 2 a 3 vezes maior que nos países vizinhos, para um conjunto similar de canais. Por que interessaria à empresa qualquer possibilidade de mudança nessa situação?? Qual o interesse da empresa para fazer o mercado de televisão por assinatura crescer, se isso mataria a galinha de ovos de ouro dela (a audiência da TV aberta)?? Tudo que as organizações Globo odeiam é a competição na TV aberta, ou mesmo dentro da TV por assinatura, pois hoje, já domina também esse mercado.

    Como disse, no site “Liberdade na TV”, sequer há qualquer link para o texto do PL. Quem quiser, encontra o texto criticado pela ABTA em:
    http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=529787

    As cotas estão a partir do artigo 15. É só conferir. REFLETIR a respeito e tomar partido.

    Abraços, João

    PS: só mais uma informação, vi lá, o cômputo das cotas é realizado em cima dos pacote que chega na casa do assinante. Por pacote entende-se todos os canais, MENOS os canais de veiculação obrigatória (canais abertos, comunitário, TVs do legislativo, judiciário, etc.). Esses canais também não entram no cumprimento das cotas.

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Pessoal, comentem, críticas e elogios serão bem aceitos. E eu respondo, posso demorar mas respondo. Esse velho lobo do mar tarda mas não falha!!!!

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