sábado, 26 de abril de 2008

Destruição 2ª parte

Leia a 1ª parte aqui.

Apesar dos dias quentes e secos, não passava fome ou sede, pois descobri que havia ainda alimentos enlatados ou ensacados nas ruínas de padarias ou supermercados. Nos dias que se seguiam, eu acabei me alimentando do que havia sobrado. E como parecia eu ser o único sobrevivente, havia muito alimento de sobra. E bebida? Água mineral, refrigerantes ou cervejas, tudo a minha disposição. Pelo menos meus últimos dias na Terra iam ser de muita fartura.

Sem eletricidade, quando a noite chegava, eu me enfiava pelos escombros para me proteger do frio intenso que se formava e algumas vezes, da chuva intermitente que insistia em cair, cujos pingos ardiam na pele. Uma chuva ácida que parecia indicar os efeitos do que havia acontecido.

Meu corpo sentia essas mudanças malucas no clima, resfriados e gripes tornaram-se constantes. Eu me entupia de antibióticos que estavam a disposição nas farmácias em ruínas. Mas eu sabia que não sobreviveria a tudo isso, meu corpo já dava sinais de cansaço. Sem nada para fazer, só me restava esperar por algo... Ainda tinha esperança que alguma coisa poderia acontecer.

De posse de um rádio de ondas curtas e de algumas pilhas, tentava encontrar alguma estação de rádio, fosse daqui ou de fora, mas só dava estática. Pelo jeito, no mundo inteiro pareceu ter acontecido a mesma destruição que houve aqui. E eu continuava a girar o dial por bastante tempo, na esperança de ouvir alguma coisa, seja que língua for, apenas para ter a certeza de que eu não estava só... A decepção era plausível.


Nas minhas andanças, cheguei num lugar onde era localizado um heliporto, e qual não foi a minha surpresa ao encontrar, no meio de tantos destroços, um helicóptero totalmente intacto. Ele estava dentro de um galpão que também fora castigado por aquela onda de destruição. Já que eu tinha todo o tempo do mundo, passei a me dedicar a aprender a pilotar o veículo. Procurei por livros, manuais e até vídeos na qual pudessem me ensinar o básico. Em outros locais, encontrei vários geradores, alguns solares, inclusive.

Pelo jeito, tentaria vencer a solidão empregando todo o meu esforço na busca de um objetivo. Precisava disso, para enfrentar a situação que eu estava vivendo...

Continuem visitando Seawolf City, mas se quiserem vê-la prosperar, crie indústrias! Ou então, melhore os meios de Transportes!

Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!

5 comentários:

  1. Absolutamente! Deve continuar!!!

    Gosto da tua escrita: tens jeito, homem!!!! :D

    Quero Ler mais!!

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. curti, o primeiro estava razoavel, mas este segundo definitivamente ficou meelhor e muito misterioso, o que prende o leitor e o deixa espera pelos proximos capitulos =D

    ResponderExcluir

Pessoal, comentem, críticas e elogios serão bem aceitos. E eu respondo, posso demorar mas respondo. Esse velho lobo do mar tarda mas não falha!!!!

Leia antes a minha Política de Comentários.

Se quiser deixar o link de uma postagem sua, utilize o código abaixo trocando o que está escrito em letra maiúscula:

<p><abbr><em><strong>SEU NOME</strong> - último post do blog... <a href="<strong>LINK-DA-POSTAGEM</strong>"><strong>TÍTULO DA POSTAGEM</strong></a></em></abbr><p>

Artigos recentes

Related Posts with Thumbnails
Google