O termo textão tornou-se popular nas redes sociais, principalmente no Facebook, quando alguém posta um texto longo, gigante, para expressar seus sentimentos ou dar alguma opinião de alguma coisa.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Querida Géia
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| Via Jovem sementinhas |
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Textos "graficados"
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Sobre o feriado de hoje
Hoje é feriado no Estado de São Paulo. Nesse dia comemora-se a Revolução Constitucionalista de 1932. Esse feriado passa desapercebido por se localizar numa época em que existem as férias escolares, e na verdade, poucos sabem o que representou esse dia na história do País. Nem mesmo o que significa a sigla MMDC. Fazendo uma mea culpa, eu mesmo as vezes esqueço um pouco dessa parte da história do Brasil...domingo, 31 de maio de 2009
Os livros impróprios e o Bode Expiatório
Vindo de uma família humilde, Paulo conseguiu vencer na vida e se tornou o único dentre todos da família que possuía um diploma de curso superior. Todos se orgulhavam dele.

Meticuloso, sistemático, Paulo conferia tudo que chegava em suas mãos. Adepto do fazer a coisa certa, Paulo chegava até a irritar seus colegas de trabalho com tanto cuidado com que ele fazia as coisas. Ele era o exemplo, tanto é que por causa de sua eficiência, ele tinha sido convidado para um cargo de confiança de um novo secretário da pasta. E Paulo assim ficava feliz.
A grana do orçamento para a área da educação tinha sido finalmente aprovada e assim um projeto para a área seria aprovado, e Paulo iria encabeçar todo o trabalho, conforme assim prometera o seu superior.
A grana estava destinada a compra de livros para as crianças do fundamental para um certo programa de leitura, e Paulo começou a formar a sua equipe, que iria revisar os livros que seriam comprados das editoras.
Mas como sempre, qualquer coisa no Estado é para ontem, e Paulo deve indeferida a criação da equipe. O seu superior dizia que não dava tempo e que tinha uma lista de livros e revistas, que deveria ser liberada o mais rápido possível.
- Mas Dr. Amadeu, o senhor está me dizendo que iremos comprar das editoras sem uma necessária leitura dos livros, ou seja, vamos apenas marcar os livros que compraremos, mas com qual critério?
- Paulo, não seja tão chato. Veja bem, aqui está uma lista de livros que a Editora Merdoni nos enviou. Eles me garantiram que são livros adequados para a escola. Portanto vamos usar o bom senso, por exemplo, olha só esse livro aqui, ele se chama "Poesia da Noite - Poetas de ontem para Leitores do Amanhã", pelo que vê, se trata de um livro com poesias do cotidiano, perfeito para os nossos aluninhos, que precisam aprimorar a leitura e ao mesmo tempo aprender a gostar de poesia...
Nesse ínterim, Paulo interrompe e diz:
- Mas, senhor, não haverá uma revisão sobre o que deve estar escrito nesse livro? Será que o conteúdo é próprio para os nossos alunos?
- Deixa de ser besta, homem. Eles precisam ler, qualquer coisa basta. Veja só o resultado do Saresp, lastimável. Eles precisam ler. Olhe por exemplo, esse outro livro, "Vinte na área, três na banheira e alguém no gol", é um livro sobre futebol, perfeitíssimo, é um assunto do cotidiano deles e usa a linguagem dos quadrinhos, que é próprio para as crianças. Portanto, não tem erro, marque esses dois e escolha mais 48, dessas quatro listas que estou dando em suas mãos. Você vai ter uma bela compensação depois.
- Como, senhor - perguntou Paulo assustado - que tipo de compensação?
Com um sorriso levemente maroto e cínico, o Dr. Amadeu disse:
- Está tudo dentro da lei, meu filho. Sempre sobra algo para nós nessas licitações.
E assim, Paulo, mesmo com uma dor na consciência, relacionou os livros para o Programa do Governo. Dias depois, sua conta bancária estava bem gorda. Seu superior lhe disse para não se preocupar. Pelo trabalho feito, Paulo havia ganho um bônus, e que dali em diante, novos bônus poderiam surgir, desde que seu trabalho satisfizesse seus superiores.
E a bomba estourou meses depois. Todos os meios de comunicação noticiaram que muitos dos livros indicados eram impróprios pra os alunos do fundamental. Muitos deles recheados de palavrões e incitações á violência. De quem seria a culpa, dos técnicos do governo que não fizeram a devida revisão ou das editoras que usaram de má fé indicando pura e simplesmente os livros sem se importar à quem estavam destinados?
A editoras se defenderam, dizendo que lhes foram pedido uma lista de livros onde os estado iria verificar e comprar para o programa de leitura. Nunca em nenhum momento, as pessoas do estado disseram que esses livros seriam destinados para alunos da 3ª série do fundamental.
Do outro lado, o governo se defendeu, dizendo que nas diretrizes do programa, estavam a leitura e verificação de cada livro escolhido por uma equipe de técnicos especializados. Dando a entender que deve ter sido uma falha humana.
Bem, o dinheiro foi pago, algumas editoras festejaram e saíram do vermelho. Algumas pessoas no governo levaram as suas partes já que a compra foi superfaturada, como sempre nesse país.
O Dr. Amadeu, entrou em férias e foi viajar para a Europa.
E o pobre Paulo, héin?
Bem... Alguém teria que levar toda a culpa, não é mesmo?
(by A. J. Rosário - 31/05/2009)
Esta é uma obra de ficção. Os nomes aqui citados, bem como as obras e suas editoras, são fictícios. Qualquer semelhança é uma mera coincidência. Se bem que... É melhor eu ficar quieto!
Fonte da imagem
terça-feira, 21 de abril de 2009
Companheiro Tiradentes
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| via Método Design |
E aí, cara, como vai? Tudo bem com você? Calma, não precisa olhar assim para mim com essa cara que quer me enforcar, mas você viu o que aconteceu após esses anos? São exatos 217 anos que você foi feito de palhaço. Tá, tá, sei que é uma retórica mas vamos por partes (desculpe, não pude resistir...)
Vou ser sincero, tu embarcastes numa barca furada, meu irmão. Você poderia ter continuado com o seu trabalho, (alías, ontem fui à um dentista e ele me deu uma facada, 150 pilas por três restaurações, é mole? Como era mesmo no seu tempo?). Mas valeu a pena lutar por algo que literalmente partiu você em pedaços?
Haviam certos interesses entre os dominantes da época e tu fostes o bode expiatório, cara. Aqueles que eram seus colegas de luta se safaram. Eram todos ricos e principalmente, maçons. Agora eu acho que você deve ter percebido que os grandes nomes da história brasileira eram maçons. Essa seita até hoje comanda, por debaixo dos panos, o destino desse país(Sim, sou paranóico e acredito piamente em conspirações!).
Sabe o que você deveria ter feito? Deveria ter entrado nessa seita só para tirar um sarro. Assim continuaria vivo. Mas não, você preferiu lutar pelos seus ideais, você era o elo mais fraco, e ainda por cima, você levou a culpa por tudo. Era o que eles queriam, meu irmão. Te transformar em mártir. Sabia que andam dizendo que você era na verdade, um mendigo que foi usado como exemplo? Quão ingênuo tu eras...
De que adianta tantas homenagens, prêmios e reconhecimento após a morte? Eu prefiro a minha parte vivo e em grana. Já fui idealista e vi que esse caminho infelizmente não leva a nada, quando se tem uma maioria que adora apanhar e ser enganada que nem mulher de malandro, e preferem continuar assim, porque gostam!!! Eu simplesmente cansei.
Não me leve a mal pelo que eu disse, companheiro, mas é que eu sempre quis falar e não sabia como, mas agora como as informações atravessam dimensões e universos paralelos, sei que vai chegar até você.
Logo, logo estarei aí ao seu lado e então, poderemos continuar essa discussão numa boa, mas não vá me querer partir em pedacinhos, certo? Valeu!
Um grande abraço, Joaquim!
Vou ser sincero, tu embarcastes numa barca furada, meu irmão. Você poderia ter continuado com o seu trabalho, (alías, ontem fui à um dentista e ele me deu uma facada, 150 pilas por três restaurações, é mole? Como era mesmo no seu tempo?). Mas valeu a pena lutar por algo que literalmente partiu você em pedaços?
Haviam certos interesses entre os dominantes da época e tu fostes o bode expiatório, cara. Aqueles que eram seus colegas de luta se safaram. Eram todos ricos e principalmente, maçons. Agora eu acho que você deve ter percebido que os grandes nomes da história brasileira eram maçons. Essa seita até hoje comanda, por debaixo dos panos, o destino desse país(Sim, sou paranóico e acredito piamente em conspirações!).
Sabe o que você deveria ter feito? Deveria ter entrado nessa seita só para tirar um sarro. Assim continuaria vivo. Mas não, você preferiu lutar pelos seus ideais, você era o elo mais fraco, e ainda por cima, você levou a culpa por tudo. Era o que eles queriam, meu irmão. Te transformar em mártir. Sabia que andam dizendo que você era na verdade, um mendigo que foi usado como exemplo? Quão ingênuo tu eras...
De que adianta tantas homenagens, prêmios e reconhecimento após a morte? Eu prefiro a minha parte vivo e em grana. Já fui idealista e vi que esse caminho infelizmente não leva a nada, quando se tem uma maioria que adora apanhar e ser enganada que nem mulher de malandro, e preferem continuar assim, porque gostam!!! Eu simplesmente cansei.
Não me leve a mal pelo que eu disse, companheiro, mas é que eu sempre quis falar e não sabia como, mas agora como as informações atravessam dimensões e universos paralelos, sei que vai chegar até você.
Logo, logo estarei aí ao seu lado e então, poderemos continuar essa discussão numa boa, mas não vá me querer partir em pedacinhos, certo? Valeu!
Um grande abraço, Joaquim!
sábado, 14 de março de 2009
Há um brilho em seu olhar

Hoje é o Dia Nacional da Poesia. Esse dia foi criado em homenagem ao poeta brasileiro chamado Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), ou simplesmente Castro Alves, por ocasião do dia de seu nascimento, que foi exatamente hoje. Para quem não sabe, Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou fortemente pela fim da escravidão.
Ele também era adepto ao presidencialismo, pois acreditava que o povo deveria eleger seus próprios governantes. Publicou vários poemas, muitos deles ligados a escravidão, como "O Navio Negreiro", "A Canção do Africano","Espumas flutuantes" entre outros. Saiba mais sobre esse poeta aqui.
Para esse dia especial, escrevo uma poesia que retrata o amor, a alegria e bem no fim, uma negação, algo que sempre acontece comigo, a inferioridade diante das coisas.
A poesia é uma arte literária que muitas vezes recria a realidade. Essa é a minha realidade!
Para esse dia especial, escrevo uma poesia que retrata o amor, a alegria e bem no fim, uma negação, algo que sempre acontece comigo, a inferioridade diante das coisas.
A poesia é uma arte literária que muitas vezes recria a realidade. Essa é a minha realidade!
Há um brilho em seu olhar!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me enche de alegria.
Como se fosse um passe de mágica
me faz esquecer os problemas do dia a dia.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me enche de emoção.
Começo a fazer coisas estúpidas
que utrapassam os limites da razão!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me faz vencer.
Sinto-me imbatível diante dos problemas.
Algo que me dá força para viver.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me balança.
Torna-me simples e verdadeiro.
Algo lindo que nunca me cansa.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que sempre me acalma.
Uma energia viva tão revigorante
que resplandece a minha alma!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que eu não quero perder.
Você é uma dádiva que caiu do céu...
Algo que eu nunca fiz por merecer!
(by A. J. Rosário - 14/03/2009)
Fonte da imagem
domingo, 8 de março de 2009
Dia Internacional da Mulher 2009

Hoje é o Dia Internacional da Mulher, e para prestar homenagem, reproduzo aqui um poema de Vinícius de Moraes. Parabéns a toda mulher, seja ela mãe, amante, trabalhadora, companheira, e tudo mais que se possa pensar. Lembrem-se que vocês não sabem o poder que tem, e por causa disso tentam lhes calar há séculos, impondo dogmas e doutrinas que as rebaixam de uma maneira sórdida. Vocês ainda dominarão o mundo!
Fonte do texto
Fonte da imagem
Poemas para todas as mulheres
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
Fonte do texto
Fonte da imagem
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Oração do kibador
O termo kibador se tornou conhecido na Internet pelo roubo descarado de textos e imagens feitas em inúmeros blogs de humor, em alusão a um dos primeiros e grande conhecido da blogosfera brasileira. O fato de não dar crédito ou referência ao autor é algo de praxe entre os blogs desse tipo, sendo que seus autores apropriam indevidamente do conteúdo alheio como se fossem criação deles.
Esse método não é exclusivo nosso. Lá fora a cópia desse tipo também rola solta, mas com uma diferença bem sutil: Lá a justiça funciona! Leia esse caso relatado pelo Cardoso.
Mas falando sério, quem nunca kibou na vida que atire a primeira pedra. Recebo muitos textos e piadas por e-mail que acabo colocando aqui no blog, mas faço questão de frisar que "recebi por e-mail", caso o autor se manifeste, com certeza os créditos irei colocar, o problema é que muitas piadas já viraram lugar comum na internet, algo como bens de informação públicos.
Lendo sobre isso na internet, veio me à mente a "Oração do Kibador", texto que escrevo abaixo, que deve ser lido da mesma maneira que o pai nosso, a "Informação Nossa". Portanto, kibadores de plantão, que essa oração norteie seus procedimentos em suas blogagens infímas, impuras e lucrativas!!!
Será que serei kibado? Só o tempo poderá dizer! Uma coisa é certa, acabei de kibar uma oração católica...
Esse método não é exclusivo nosso. Lá fora a cópia desse tipo também rola solta, mas com uma diferença bem sutil: Lá a justiça funciona! Leia esse caso relatado pelo Cardoso.
Mas falando sério, quem nunca kibou na vida que atire a primeira pedra. Recebo muitos textos e piadas por e-mail que acabo colocando aqui no blog, mas faço questão de frisar que "recebi por e-mail", caso o autor se manifeste, com certeza os créditos irei colocar, o problema é que muitas piadas já viraram lugar comum na internet, algo como bens de informação públicos.
Lendo sobre isso na internet, veio me à mente a "Oração do Kibador", texto que escrevo abaixo, que deve ser lido da mesma maneira que o pai nosso, a "Informação Nossa". Portanto, kibadores de plantão, que essa oração norteie seus procedimentos em suas blogagens infímas, impuras e lucrativas!!!
Oração do Kibador - Informação Nossa
Informação nossa que estais na web,
Copiada seja ao nosso bel prazer,
vem a nós ao nosso blog,
seja feita a nossa edição
assim nas imagens como nos textos.
a posse indevida do material alheio nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas adaptações,
assim como nós perdoamos
a quem ficou puto e ofendido,
não dar créditos é uma obrigação
pois somos caras de pau.
Amém.
Informação nossa que estais na web,
Copiada seja ao nosso bel prazer,
vem a nós ao nosso blog,
seja feita a nossa edição
assim nas imagens como nos textos.
a posse indevida do material alheio nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas adaptações,
assim como nós perdoamos
a quem ficou puto e ofendido,
não dar créditos é uma obrigação
pois somos caras de pau.
Amém.
(by A. J. Rosário - 03/02/2009)
Será que serei kibado? Só o tempo poderá dizer! Uma coisa é certa, acabei de kibar uma oração católica...
sábado, 27 de dezembro de 2008
Atenção ao sábado

Queria postar hoje uma crônica minha, mas por causa de alguns problemas (aqueles aproveitadores de sempre), minha mente não conseguiu organizar as idéias. Por ser o último sábado do ano, acredito que um texto da Clarice Lispector é sempre bem vindo. Esse texto estava numa agenda e achei oportuno para esse dia, e também porque a Du irá gostar . Portanto boa leitura!
ATENÇÃO AO SÁBADO
Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer.
by Clarice Lispector (do livro "Para Não Esquecer", Editora Siciliano - São Paulo, 1992)
sábado, 20 de dezembro de 2008
Escuridão

A escuridão me envolve por completo, como se eu tivesse sendo engolido por um buraco negro de dimensões grotescas. Como cheguei até aqui, eu não sei. Não conseguia compreender o que estava acontecendo. Só sei que a razão me foge totalmente, enquanto o medo começa a me dominar por completo.
De repente, bem ao fundo, um ponto brilhante, uma fagulha, que simplesmente aflora como se fosse uma saída, um escape, o prenúncio da minha libertação.
Quanto mais vou me aproximando, aquele ponto vai tomando uma certa forma, consigo perceber a silhueta de uma pessoa , uma figura feminina que abre os braços e que me agarra tão fortemente e eu quase sem forças, vou me sucumbindo a ela. Posso sentir seus braços me envolvendo e todo o meu corpo sendo levado numa dança sensual que faz estremecer. Não consigo dizer nada, não consigo fazer nada, sinto-me totalmente dominado por ela.
Ela me devorava com uma volúpia que eu nunca antes havia presenciado numa mulher e eu ali passivo, só podia sentir aquela sensação que entorpecia todo o meu corpo. Naquele momento ela usava e abusava de mim de tal maneira que eu, simplesmente, me deixei levar pelo calor do momento.
O tempo havia perdido o seu sentido. A escuridão ali continuava, e apenas o seu brilho forte, que ofuscava os meus olhos, era a única coisa que ali existia. E lá estava eu, prostrado a seus pés, sendo manipulado de todas as maneiras possíveis, obedecendo aos seus comandos mais vis.
Eu era simplesmente o seu objeto de prazer. Um escravo de seus desejos mais sombrios. Minha intimidade toda revelada sem que eu pudesse pelo menos também desfrutar de seu corpo, pois de alguma maneira, eu me sentia paralisado ante a sua presença forte, ante a sua beleza infinita, ante ao seu toque enebriante.
E naquele clímax, naquele momento mais forte e febril, ela simplesmente desapareceu me deixando ali, sozinho, sem forças, flutuando naquela imensa escuridão que parecia não ter fim, e de repente, da mesma maneira que ali eu tinha chegado, voltei para a minha cama, exausto, ofegante, suado e assustado. O coração batia forte, pernas e braços doloridos.
A pura realidade tão nua e crua!
Fonte da imagem: Google
De repente, bem ao fundo, um ponto brilhante, uma fagulha, que simplesmente aflora como se fosse uma saída, um escape, o prenúncio da minha libertação.
Quanto mais vou me aproximando, aquele ponto vai tomando uma certa forma, consigo perceber a silhueta de uma pessoa , uma figura feminina que abre os braços e que me agarra tão fortemente e eu quase sem forças, vou me sucumbindo a ela. Posso sentir seus braços me envolvendo e todo o meu corpo sendo levado numa dança sensual que faz estremecer. Não consigo dizer nada, não consigo fazer nada, sinto-me totalmente dominado por ela.
Ela me devorava com uma volúpia que eu nunca antes havia presenciado numa mulher e eu ali passivo, só podia sentir aquela sensação que entorpecia todo o meu corpo. Naquele momento ela usava e abusava de mim de tal maneira que eu, simplesmente, me deixei levar pelo calor do momento.
O tempo havia perdido o seu sentido. A escuridão ali continuava, e apenas o seu brilho forte, que ofuscava os meus olhos, era a única coisa que ali existia. E lá estava eu, prostrado a seus pés, sendo manipulado de todas as maneiras possíveis, obedecendo aos seus comandos mais vis.
Eu era simplesmente o seu objeto de prazer. Um escravo de seus desejos mais sombrios. Minha intimidade toda revelada sem que eu pudesse pelo menos também desfrutar de seu corpo, pois de alguma maneira, eu me sentia paralisado ante a sua presença forte, ante a sua beleza infinita, ante ao seu toque enebriante.
E naquele clímax, naquele momento mais forte e febril, ela simplesmente desapareceu me deixando ali, sozinho, sem forças, flutuando naquela imensa escuridão que parecia não ter fim, e de repente, da mesma maneira que ali eu tinha chegado, voltei para a minha cama, exausto, ofegante, suado e assustado. O coração batia forte, pernas e braços doloridos.
A pura realidade tão nua e crua!
(by A. J. Rosário - 19/12/2008)
Fonte da imagem: Google
sábado, 6 de dezembro de 2008
Necessito...

Necessito de algo
Algo que não sei
Alguma coisa que seja
Coisa que que dê alegria
Que faça esse temor ir
O medo desaparecer
A aflição acabar
A solidão se render
A depressão diminuir
Que acabe com meus pesadelos
E que eu nunca pare de sonhar
Necessito de alguém
Um alguém verdadeiro
Cujo coração seja forte
para me abrigar por inteiro
Que me ame de verdade
Que me desejes de paixão
Que me faça flutuar
Por um oceano de emoção
Sem cobranças
Sem chantagens
Sem responsabilidades
Que não mate minha liberdade
Que me faça voar para frente
Sem nunca olhar para trás
(by A. J. Rosário - 05/12/2008)
Fonte da imagem: Google
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Blogagem Coletiva "Importando Folclore": Halloween
Um pouco da história do Halloween
A origem do Halloween ou Dia das Bruxas remonta a mais de dois mil anos entre os povos celtas durante certo festival chamado de Samhain, na Irlanda. Esse festival acontecia durante o fim do verão e o início do ano novo céltico, que em nosso calendário seria entre 30 de outubro e 2 de novembro.
A data com o passar do tempo foi fixada em 31 de outubro, pois muitos acreditavam que nessa noite as almas iam à Terra para possuir as pessoas, os celtas acreditavam que essa seria a única forma de vida após a morte. Assim essa comemoração passou a ser chamada de Halloween (dia das bruxas, dia de todos os santos ou Encontro das Almas).

Para alguns bruxos, a origem do nome Halloween vinha da palavra hallowinas, que era o nome dado as guardiãs femininas do saber oculto das terras do Norte ou Escandinávia.
Para não serem possuídos, na noite do dia 31 de outubro, as pessoas apagavam as tochas e fogueiras de suas casas, para que elas ficassem frias e desagradáveis e vestiam fantasias e desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir.
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas as abandonaram no primeiro século depois de Cristo. Em 1840, o Halloween foi levado para os Estados Unidos, por alguns imigrantes irlandeses que estavam fugindo da fome pela qual seu país passava e assim esse dia passou a ser conhecido como o Dia das Bruxas. Nos EUA, essa data se tornou tão importante que foi então estabelecido um feriado nacional.
Portanto, nessa noite, é muito comum as crianças fantasiadas aparecerem na porta das casas dizendo Travessuras ou gostosuras (Trick-or-treat, no original), costume originado na Europa, aonde os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" ou bolos de alma, que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.
Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.
Já a imagem da abóbora e velas teve sua origem no folclore irlandês, onde um alcoólatra chamado Jack, bebeu tanto no dia 31 de outubro, que o diabo veio então levar a sua alma. No desespero Jack acabou implorando por mais um copo de bebida e o Diabo acaba concordando. Ele então aplicou um truque ao pedir para o Diabo se transformar em uma moeda, que prontamente a colocou em sua carteira onde havia uma cruz. O Diabo ficou desesperado e acabou concordando com um trato proposto por Jack: O de libertá-lo em troca de permanecer na Terra por mais um ano. Jack então resolveu mudar seu jeito de agir, tratando bem sua família, indo a Igreja e fazendo muita caridade.

No ano seguinte, na mesma noite de 31 de outubro, o Diabo aparece quando Jack está indo para sua casa. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando, uma verdadeira alma penada.
Os nabos na Irlanda eram usados como "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O'Lantern (Jack da Lanterna) na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.
Quanto às bruxas, segundo as lendas, diziam que elas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro. Elas chegavam em suas vassouras voadoras, para uma festa que era chefiada pelo próprio Diabo. Elas gostavam de jogar maldições e feitiços em qualquer pessoa, e se transformavam em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.
Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!
A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.
O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.
Fonte de referências: Wikipedia, História do Halloween e Brasil Escola
Fonte das imagens : Google
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Importando Folclore, promovida pelo Ronaldo, do Vida Blog. Participe escrevendo um texto sobre esse tema e não se esqueça de se inscrever clicando na imagem ao lado.sábado, 18 de outubro de 2008
A espera de Sofia

O dia estava ensolarado como se fosse verão, mas era já era quase no final do outono. Já se podiam perceber as folhas das arvores caídas pelo chão formando um tapete de contraste verde e marrom. E no parapeito de sua casa, Sofia estava sentada em sua cadeira de balanço esperando...
O vento batia em seu rosto, o cheiro das arvores ao redor de sua casa era intenso. Os passarinhos voavam de galho em galho, o som de seus cantos penetravam nos ouvidos de Sofia, como uma melodia harmoniosa, mas ela continuava esperando...
Um barulho, como se fosse uma explosão podia ser ouvido. Talvez fosse da construção que estava sendo feita alguns quilômetros adiante. Um grande shopping estava sendo construído, algo que iria modificar radicalmente a região, mas Sofia já nem se importava mais com isso, pois ela estava apenas esperando...
Alguns vizinhos passavam pela rua, alguns indo para o trabalho, outros para a escola, e outros cumprindo seus afazeres. Não tinha um que não cumprimentasse Sofia, seja com um aceno de mão ou com palavras doces com que a educação é permitida, Sofia apenas dava um leve sorriso, porque na verdade ela só estava esperando...
De repente, o clima começou a mudar as nuvens que antes eram tímidas, começaram a cobrir o céu, e podia perceber que uma tempestade se anunciava. Os primeiros pingos começavam a cair e alguns iam em direção ao seu rosto. Sofia continuava inerte. Ela apenas estava esperando...
A chuva começou a ficar mais forte, seus pingos batiam com uma forte intensidade na proteção que ficava acima do parapeito de onde Sofia permanecia impávida, com um semblante triste, mas ao mesmo tempo, conformada com a situação, conformada com o rumo que as coisas tomaram em sua vida. Agora, nesse momento, ela só queria ficar esperando...
As horas foram passando. A chuva começava a diminuir em intensidade, e o Sol tímido começava a despontar de novo no céu. Sofia ergueu a cabeça para ver a beleza que se anunciava no firmamento que começava a ficar azul de novo, as nuvens se dissipavam por completo, e o espetáculo da luz solar era uma visão que para seus olhos parecia ser a porta de entrada para um lugar melhor.
A espera de Sofia havia terminado. Sem entender o que estava ocorrendo, ela começou a flutuar em direção ao céu, sem olhar para trás, era como ela estivesse se libertando de uma prisão. O brilho solar a hipnotizava de tal modo que em seu rosto um sorriso de alegria e felicidade se abria. Ela sabia que era o começo de uma nova jornada, o passado que muito a fez sofrer era agora algo muito distante, quase que imperceptível. Uma nova vida estava por vir, e um sentimento de satisfação encheu o seu coração e a sua alma... enfim, ela tinha realmente encontrado a paz que tanto tinha almejado!
(by A. J. Rosário - 17/10/2008)
Fonte da imagem: Google
sábado, 4 de outubro de 2008
Sobre os países ricos e países pobres
Países ricos e países pobres
A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país.
Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.
O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.
Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate o mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou na caixa forte do mundo.
Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.
A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.
Qual é então a diferença?
A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura.
Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:
1. A ética, como princípio básico.
2. A integridade.
3. A responsabilidade.
4. O respeito às leis e regulamentos.
5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço pela poupança e pelo investimento.
8. O desejo de superação.
9. A pontualidade.
Nos países pobres apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária. Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco.
Somos pobres porque nos falta atitude. Nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.
SOMOS ASSIM, POR QUERER LEVAR VANTAGENS SOBRE TUDO E TODOS.
SOMOS ASSIM POR VER ALGO DE ERRADO E DIZER: “DEIXA-PRA-LÁ”
DEVEMOS TER ATITUDES E MEMÓRIA VIVA. SÓ ASSIM MUDAREMOS O BRASIL DE HOJE.
Que tal você começar a praticar em sua vida aqueles 9 princípios de vida? Assim, estará fazendo a sua parte para que a nossa sociedade humana venha a ter melhores pessoas... e algum dia a sociedade brasileira deixe de ser pobre... em especial no comportamento civilizado!
Texto: Autor Desconhecido, recebido por e-mail
Um adendo: Acredito que nesse texto faltou um décimo princípio: Estudar, estudar, estudar... Estudar sempre! O apoio a Educação é a base de uma grande nação!
sábado, 6 de setembro de 2008
Barriga é barriga por Arnaldo Jabor
Adoro como Arnaldo Jabor escreve. O texto abaixo me deixou bem mais tranqüilo. Apesar da minha estatura mediana, tenho uma pequena saliência na região do estomago que nunca me incomodou, mas que incomoda um monte de gente que não tem o que fazer e acabam se metendo na minha vida.

Muito bom...Concordo com tudo, em gênero, número e grau?
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
- A tartaruga com toda aquela lerdeza,vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica,musculação,academia?
Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda eternidade para ser só osso!!! Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!!
Arnaldo Jabor (recebido por e-mail)
sábado, 23 de agosto de 2008
Solidão
namorar, passear ou fazer sexo...
isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar...
isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.
Tampouco é o claustro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a
nossa vida...
isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão, pela nossa alma!
PS.: Esse texto vem sendo distribuído como se fosse do Chico Buarque, mas na verdade ele é de autoria da poeta/escritora Fátima Irene Pinto. Leiam abaixo a indignação dela e tentem se colocar na sua posição:
Bom dia amigos!
Ajudem-me a fazer justiça, pois isto está me aborrecendo muito.
Não há um único dia que eu não receba meu texto "Solidão" atribuído ao Chico Buarque.
Antes era em formato PPS. Depois em e-mail formatado com a foto dele. Agora em jpg.
Já não sei quantos envios eu fiz aos grupos e aos associados esclarecendo tratar-se de texto de minha autoria - página 79 do livro "Palavras Para Entorpecer o Coração" - página 169 do livro "Ecos da Alma", além de estar editado em minha coluna, editado no meu site, tanto em html como em PPS's de vários formatadores.
Perdoem-me se insisto neste assunto, mas por gentileza, façam-me justiça.
Repassem este e-mail para todos os seus amigos(as) e toda vez que o texto com a autoria indevida chegar aí, avisem seus amigos sobre a autoria correta.
Se pela fama do Chico Buarque o texto alastrou-se na rede, que pelo senso de justiça de vocês, ele se alastre muito mais, levando a autoria correta.
Desde já, fico grata a todos. Se algum de vocês conhecer o Chico Buarque, por favor, peçam a ele para manifestar-se a respeito. Foi o que fez Veríssimo quando lhe atribuíram o texto "Quase". Ele veio a público e disse que o texto não era dele.
Se ainda restar alguma dúvida, meus livros estão nas livrarias (Soler Editora) ou nos sites da Siciliano - Submarino - Saraiva.
Bjs desta poeta que hoje está meio indignada. Só nos últimos 4 dias este jpg (*) chegou aqui enviado até por meus associados, não sei quantas vezes.
Assim não dá, né! Bate um desapontamento enorme! Conto com vocês.
Reiterados agradecimentos e perdoem-me bater na mesma tecla.
Fátima Irene Pinto:
http://www.fatimairene.com/
Abaixo a imagem que vem sendo distribuída criminosamente:

Respeitem os direitos autorais!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A pracinha perto de minha casa
Que saudades da pracinha perto da minha casa. Quando criança eu brincava no escorregador, na balança, na gangorra e em vários outros brinquedos que lá havia. Tinha área reservada para brincar e a área com muita grama, verdinha, robusta, que era proibido pisar, e nós respeitávamos!
E nessas áreas de grama, havia árvores, bem cuidadas, que na primavera florescia dando um tom colorido a aquela pracinha aconchegante.
As pessoas idosas passavam horas lá sentadas, alimentando os pombos, lendo algum livro ou jornal, e até mesmo tiravam uma cochilada.
Eu cresci, e aquela pracinha da minha infância foi desaparecendo. Com o tempo, algumas árvores foram sendo cortadas, as áreas de grama foram diminuindo, dando lugar ao concreto. Os brinquedos que lá havia, por falta de cuidado foram se enferrujando, tornando-se um perigo para todos que lá freqüentavam. E assim, a pracinha deixou de ser um local adorável, aconchegante, para dar lugar a um local assustador, tenebroso e sujo.
O tempo passou, eu já adulto, observava sempre as mudanças que lá ocorriam, e sempre em época de eleição. Retiraram toda a grama, ou o que sobrou dela e no lugar preencheram de areia. Construíram uma pista de skate e até um coreto. E no resto cimento puro. O coreto servia para que políticos viessem e dessem seus recados, para que certas igrejas realizassem seus cultos e aqueles shows esporádicos de música duvidável.
Do jeito que estava, não teve jeito, a prostituição começou a rolar solta, traficantes durante a noite começaram a fazer seus negócios, e tornou-se um perigo passar por lá, pois o número de assaltos cresceram.
E os mendigos? Fizeram da praça seu banheiro público, adotando o coreto como moradia. Alguns até mantinham relações sexuais ao ar livre. A saudosa pracinha virou um verdadeiro lixão.
Há pouco tempo construíram algumas mesas com assentos feitos de concreto, numa nova reformulação, com o objetivo de oferecer um lugar para os idosos descansarem e jogarem suas cartas. Mas o que se viu era que desocupados e cachaceiros começaram a freqüentar. As brigas eram constantes.
E a pista de skate?
Um verdadeiro desperdício de dinheiro, pois o objetivo era para as crianças brincarem (por causa do tamanho), mas também começou a ser ocupadas por marmanjos de barba, todos de procedência duvidosa, que dava medo até de olhar para eles. E só para constar, a pista não oferecia condições nenhuma de segurança. Dava um frio na barriga ver skates voando e crianças rolando ladeira abaixo.
Há pouco, uma nova reformulação foi feita (é ano de eleição, é claro!).
O coreto foi derrubado, a areia e o concreto foi retirado, colocaram aqueles brinquedos que um dia fizeram a minha alegria de infância, colocaram várias áreas de grama verdinha, e construíram algumas passarelas. Mas nada que lembre a pracinha que um dia existiu no passado. E isso não durou muito, hoje vemos que ela continua largada. A grama praticamente desapareceu, o que resta é terra, que em dias de chuva provoca uma lama que escorre por todo lugar. Os brinquedos não estão sendo cuidados e a pista de skate continua sendo um perigo e ponto de encontro de marginais.
Ela continua sendo um local perigoso para se freqüentar a noite, mas toda vez que passo por ela, lembro da minha infância, e dos dias felizes que lá vivi, da namoradinha mais alta do que eu, na qual eu tinha que subir num banquinho para beijá-la ( e ser o alvo das gozações).
Uma coisa permanece lá inalterada durante esses mais de trinta anos, a banca de jornal, onde eu compro jornal e as revistas de super heróis (vício que não consigo largar) . É a lembrança que restou de um passado bem mais simples e inocente, daquela pracinha perto de minha casa...
E nessas áreas de grama, havia árvores, bem cuidadas, que na primavera florescia dando um tom colorido a aquela pracinha aconchegante.
As pessoas idosas passavam horas lá sentadas, alimentando os pombos, lendo algum livro ou jornal, e até mesmo tiravam uma cochilada.
Eu cresci, e aquela pracinha da minha infância foi desaparecendo. Com o tempo, algumas árvores foram sendo cortadas, as áreas de grama foram diminuindo, dando lugar ao concreto. Os brinquedos que lá havia, por falta de cuidado foram se enferrujando, tornando-se um perigo para todos que lá freqüentavam. E assim, a pracinha deixou de ser um local adorável, aconchegante, para dar lugar a um local assustador, tenebroso e sujo.
O tempo passou, eu já adulto, observava sempre as mudanças que lá ocorriam, e sempre em época de eleição. Retiraram toda a grama, ou o que sobrou dela e no lugar preencheram de areia. Construíram uma pista de skate e até um coreto. E no resto cimento puro. O coreto servia para que políticos viessem e dessem seus recados, para que certas igrejas realizassem seus cultos e aqueles shows esporádicos de música duvidável.
Do jeito que estava, não teve jeito, a prostituição começou a rolar solta, traficantes durante a noite começaram a fazer seus negócios, e tornou-se um perigo passar por lá, pois o número de assaltos cresceram.
E os mendigos? Fizeram da praça seu banheiro público, adotando o coreto como moradia. Alguns até mantinham relações sexuais ao ar livre. A saudosa pracinha virou um verdadeiro lixão.
Há pouco tempo construíram algumas mesas com assentos feitos de concreto, numa nova reformulação, com o objetivo de oferecer um lugar para os idosos descansarem e jogarem suas cartas. Mas o que se viu era que desocupados e cachaceiros começaram a freqüentar. As brigas eram constantes.
E a pista de skate?
Há pouco, uma nova reformulação foi feita (é ano de eleição, é claro!).
Ela continua sendo um local perigoso para se freqüentar a noite, mas toda vez que passo por ela, lembro da minha infância, e dos dias felizes que lá vivi, da namoradinha mais alta do que eu, na qual eu tinha que subir num banquinho para beijá-la ( e ser o alvo das gozações).
(by A. J. Rosário - 12/08/2008)
domingo, 10 de agosto de 2008
Carta para o meu pai

Bom dia, meu pai, que nunca conheci, que nunca vi e nem sei se você ainda existe. Falam muito de você, que tenho seu jeito, seu nariz, mas nunca recebi uma só mensagem de ti, pelo menos para dizer “Como vai meu filho?”, poderia até ser indiretamente, por outra pessoa, mas que desse o ar da graça. Que mostrasse interesse.
Você pode imaginar como é uma criança estar ao lado de seus coleguinhas, vendo seus pais os segurando, abraçando, dando aquele tipo de carinho a qual nunca tive? De acompanhar seus primeiros passos, sua primeira palavra dita, da queda inevitável de uma bicicleta, da formação da sua personalidade, da primeira briga, da primeira namorada... Pois é... Você nunca participou desses momentos, você nunca esteve lá quando eu mais precisava! Você simplesmente se foi... E eu sempre estava te esperando!
Que inveja do Roberto, do Marcelo, do Lourival, do Zé Luís, do Emerson, do Toninho, e tantos outros amigos de infância, que me seguiram até a adolescência. Sim, eu os invejava porque eles tinham pais. Pais enérgicos, atuantes, trabalhadores que sempre estavam presentes na tristeza e na alegria, na dor e na fome. Eles tinham seus pais... E quem eu tinha?
Se eu tenho dificuldades em relacionamentos, se sou insociável, se tenho uma natureza destrutiva ou se tenho essa minha eterna depressão que de algum modo, são decorrentes de sua falta, isso eu não posso dizer nem afirmar, mas aqui dentro, bem dentro do meu peito, sinto algo que me aperta, que me angustia, que me revolta. Meu coração é seco.
Nunca quis seu dinheiro (se é que você tinha ou tem, mas dizem por aí que você é um homem de posses...), nem atrapalhar a sua vida (acredito que você tenha outra família), apenas queria poder dizer ao mundo orgulhosamente que eu também tenho um pai.
Eu nunca tive um pai. Eu não sei o que é ter um pai. Nunca conheci o amor de um pai. E talvez por tudo isso, eu não queira ser pai.
E eu te odeio com todas as forças do meu ser!
Desculpem-me por esse post um tanto quanto triste. Meu coração pedia por isso.
sábado, 9 de agosto de 2008
Ignorância tem limites!
"Você poderia ter sido único, mas preferiu ser apenas mais um.O texto abaixo é de minha autoria, mas a frase de cima é de um autor desconhecido.
Parabéns pela sua insignificância.
Sei que não fui o que você sonhou, mas fui muito mais do que você mereceu!"

Obrigado por mostrar quem você é
Já vi que não tem mais jeito
Você vive em seu próprio mundinho
E quem sou eu para isso mudar?
Você foi criado dentro de certas verdades
Verdades que você tenta me impor
Seu ponto de vista é único
Você nunca aprendeu dialogar.
Procure abrir mais a tua cabeça
Procure se informar mais
Leia muito, tente ser mais aberto
Aprenda que a mente serve para pensar.
Não pense que estou criticando tua fé
Cada um é livre para escolher sua crença
Se isso faz bem para a tua pessoa
É algo que o ser humano necessita acreditar.
Mas a ignorância tem limites
Se o conhecimento nos trouxe tecnologias
E com isso mudou a forma de vermos o mundo
Será que não está na hora de mudar?
Quando você estiver pronto para discutir
Quando tiver a mente aberta para aceitar a diferenças
Você será com certeza, um ser humano melhor
E verá que sua vida poderá mudar!
Mas se você prefere continuar assim
Imerso nessa sua insignificância
Não há sentido manter essa conversa
Já não tenho mais nada para falar!
Já vi que não tem mais jeito
Você vive em seu próprio mundinho
E quem sou eu para isso mudar?
Você foi criado dentro de certas verdades
Verdades que você tenta me impor
Seu ponto de vista é único
Você nunca aprendeu dialogar.
Procure abrir mais a tua cabeça
Procure se informar mais
Leia muito, tente ser mais aberto
Aprenda que a mente serve para pensar.
Não pense que estou criticando tua fé
Cada um é livre para escolher sua crença
Se isso faz bem para a tua pessoa
É algo que o ser humano necessita acreditar.
Mas a ignorância tem limites
Se o conhecimento nos trouxe tecnologias
E com isso mudou a forma de vermos o mundo
Será que não está na hora de mudar?
Quando você estiver pronto para discutir
Quando tiver a mente aberta para aceitar a diferenças
Você será com certeza, um ser humano melhor
E verá que sua vida poderá mudar!
Mas se você prefere continuar assim
Imerso nessa sua insignificância
Não há sentido manter essa conversa
Já não tenho mais nada para falar!
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