You make me feel undesirable
You make me feel miserable
My bad mood infects everyone
and my heart looks like a tough stone!
(by A. J. Rosário - 02/01/2009)

Há um brilho em seu olhar!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me enche de alegria.
Como se fosse um passe de mágica
me faz esquecer os problemas do dia a dia.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me enche de emoção.
Começo a fazer coisas estúpidas
que utrapassam os limites da razão!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me faz vencer.
Sinto-me imbatível diante dos problemas.
Algo que me dá força para viver.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que me balança.
Torna-me simples e verdadeiro.
Algo lindo que nunca me cansa.
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que sempre me acalma.
Uma energia viva tão revigorante
que resplandece a minha alma!
Há um brilho em seu olhar!
Um brilho que eu não quero perder.
Você é uma dádiva que caiu do céu...
Algo que eu nunca fiz por merecer!
(by A. J. Rosário - 14/03/2009)

Poemas para todas as mulheres
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!


Tu Tens um Medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.
Cecília Meireles

oeta, cantor e pensador brasileiro. Ele revolucionou o rock nacional com as suas letras que tinham de tudo, desde o amor, rebeldia até o protesto. Foi líder da banda de rock Legião Urbana, uma das maiores, senão a maior do Brasil. Nascido em Brasília, antes da legião ele foi professor de inglês e em 1978 criou o Aborto Elétrico, grupo influenciado pelo punk rock inglês. Em 1982, saiu do Aborto e montou a Legião Urbana, ao lado de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos.
promovida pela Lunna Montez'zinny Guedes do Acqua. Participe, escolhendo uma poesia para postar e falar um pouco a respeito do autor."Você poderia ter sido único, mas preferiu ser apenas mais um.O texto abaixo é de minha autoria, mas a frase de cima é de um autor desconhecido.
Parabéns pela sua insignificância.
Sei que não fui o que você sonhou, mas fui muito mais do que você mereceu!"

Vento
Vento que atravessa o âmago do meu ser
Entrecortante, cruel e implacável
Navalhas que dilaceram minha alma
Dor lancinante e inexplicável
Vento que varre as sujeiras de meu ser
Nojentas, pútridas e pegajosas
Poeira fétida que arde os olhos
Na face, lágrimas viscosas
Vento que mina a resistência de meu ser
Poderoso, rude e esmagador
Esmagando a carne já fétida
Anestesiada, não sente mais dor
Vento que traz pestes e doenças em meu ser
Incuráveis, dolorosas e letais
Pústulas que proliferam na pele
É apenas o fim, e nada mais
A vida é uma droga!
O amor não existe!
As pessoas são hipócritas!
Bem ou mal são irrelevantes!
A mente é um caos!
Meus pensamentos divergentes.
Vidas sem rumo.
O mundo é cruel.
Somos suicidas urbanos.
No final do túnel, só enxergo escuridão.
Sonhos despedaçados, apenas destroços
Ilusões que a razão não costuma entender.
Estou em queda livre, para onde nunca vou saber.
Um vendilhão de loucuras, tempestade em movimento
é apenas o fim, é só o que posso dizer...
Caos I é um poema que fiz em 2002 no primeiro blog que eu tinha no Blig, que teve uma vida curta, e que reproduzo aqui. O começo do milênio foi muito conturbado na minha vida que não pareceu ter fim, já que na segunda versão do poema, Caos II, pareço estar no mesmo lugar. Muitas vezes eu escrevo coisas que refletem minha vida, e aqui, neste espaço, tento desafogar um pouco, muita coisa fica presa na garganta, e aqui é onde eu me desabafo um pouquinho.
"Entre Aspas" é uma blogagem coletiva promovida pela Lunna, do Acqua, cujo objetivo é ampliar o espaço da poesia em suas leituras. Quanto ao autor da poesia, é este que vós escreveis, e se quiserem saber mais sobre mim, leiam o meu perfil do Blogger e mais um pouco de mim aqui.
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!
No seu jeito irresistível
No seu sorriso esplendoroso
No seu olhar instigante
Na sua boca macia
Em seu beijo molhado
No seu abraço apertado
Na sua voz sensual
Em seu cheiro de jasmim
Em seus cabelos esvoaçantes
Mas então lembrei que não tenho mais você
Só fica essa recordação triste de que um dia
Passei momentos maravilhosos ao seu lado
E me sinto um idiota por ter deixado você partir!

Ainda que tu me achasses a escória do mundo
Eu ainda te amaria
Ainda que tu sentisses nojo de minha pessoa
Eu ainda te amaria
Ainda que tu partisses o meu coração sofrido
Eu ainda te amaria
Ainda que tu me apunhalasses pelas costas
Eu ainda te amaria
Ainda que tu me odiasses com todo fervor
Eu ainda te amaria
Ainda que tu me jogasses ao fundo de um poço
Eu ainda te amaria
Ainda que tu me atropelasses em plena avenida
Eu ainda te amaria
Ainda que tu oferecesses minh’alma ao demônio
Eu ainda te amaria
Ainda que tu me deixasses largado na sarjeta
Eu ainda te amaria
Mas se tu dissesses que me amas e me desejas
Com certeza eu bem que te odiaria!
Que mal podem fazer
Palavras soltas no ar
Dependendo da intenção
Elas podem até machucar!
Difícil definir com precisão
Num momento inocentes
Noutro tão ásperas e vis
Elas são inconseqüentes!
Elas trazem a paz
Podem espalhar o amor
Mas também trazem a guerra
Elas causam muita dor!
Palavras, apenas palavras
Pensadas, faladas ou escritas
Podem ter o mesmo significado
Por um padre ou um tirano ditas!
Palavras me dão medo
Palavras me trazem terror
Palavras me fazem vomitar
E aumentam o meu mau humor!
Hoje me lembrei de ti
Lembrei do seu lindo sorriso
Que me acalmava quando estava nervoso
Que enchia o meu olhar de tanta beleza
Da voz macia que saia da sua boca
De seus lábios perfeitos com gosto de mel
Lembrei de seu lindo olhar
Que me hipnotizava ante a tamanha beleza
Que me fazia esquecer o meu mau humor
Do brilho que saia e me entorpecia
Como estrelas no espaço sideral
Lembrei do seu lindo corpo
Tão perfeito visto sob a luz do luar
Curvas graciosas numa pele tão macia
Seu toque era único, eletrizante
Momentos que me fazia o céu alcançar
Lembrei dos nossos momentos a dois
De nossos movimentos em pura sintonia
Do sincronismo perfeito de nossos ritmos
Nosso amor parecia notas musicais
Se encaixando em perfeita harmonia
E tenho muitas saudades
Percebo o quanto fui insensível
Mas não há como o passado mudar
Sobram apenas lembranças
Lembranças de momentos inesquecíveis
Entropia, caos, desordem, desorganização
Um universo inteiro em degradação
Não há volta, o tempo é implacável
Dentro de um buraco negro, a destruição
Nascer e morrer, uma dança interminável
A vida é uma coisa ínfima no meio disso tudo
Medimos o eco profundo dessa orgia estelar
Sentimos o reflexo desse orgasmo universal
Somos espectadores, vítimas desse genocídio
Massa e energia, dois lados de uma mesma moeda
Transformando-se a todo o momento
Na velocidade da luz que nos ilumina e nos dá a vida
E pensar que tudo começou a partir de uma sopa cósmica
Proveniente de uma grande e maciça explosão
Que surgiu de um nada que até hoje não tem explicação!
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!
O Fim!
Sem destino, sem lar
O frio acalenta a alma
O que mais pode faltar?
Uma vida desperdiçada
Lamentações e arrependimentos
Uma presa fácil na caçada...
Medo, insegurança, ilusão
Lamúrios numa noite sem fim
Perdas, pesadelos, decepção!
E que amenizada seja a dor
Um final merecido e sereno
Para quem nunca conheceu o amor!
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOS!
Eu tive um sonho
Eu vi um lugar onde todos viviam em paz
Onde as pessoas eram livres
Onde todos viviam com um sorriso no rosto
Não havia conflitos
Não havia fome nem cor
Não havia mentiras
Nem ganância nem religião
Havia apenas seres humanos
Todos em busca de um objetivo em comum
Todos em busca de um bem maior
Uma sociedade livre das hipocrisias de tempos passados
E da mediocridade que infestava os homens
Uma verdadeira utopia
Mas infelizmente era apenas um sonho
A realidade é bem pior
A humanidade é desumana
Dizia a letra de uma canção
Pessoas se matam por um tênis
Pessoas se matam por dinheiro
Pessoas se matam por causa de uma cor
Pessoas se matam por serem diferentes
Homens matam por prazer
Prazer de ver outros sofrerem
Ódio, indiferença, desprezo, ofensa
Desigualdades, injustiças, violência
Coisas tão comuns hoje em dia
Que se confundem com o certo e o errado
Que me faz refletir que a humanidade
Já não tem mais solução