quarta-feira, 3 de junho de 2015
O Teorema do fator k ou Como justificar os erros absurdos de seus alunos
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Coisas que não dá para entender!

A educação
Anos atrás, havia apenas 180 dias letivos, tudo terminava no início de dezembro, havia então, uma recuperação intensiva de cerca de 2 semanas. Pelo menos sabíamos como proceder e tudo mais.
Mas aí, instituíram esses 200 dias, e eliminaram essa recuperação, e com a progressão continuada, veio recuperações contínuas (durante o bimestre) e paralelas (sempre no bimestre seguinte, em horário separado das aulas) e uma recuperação de férias, que era feita em Janeiro (essa recuperação foi extinta, porque era uma enganação só).
"Você tem que resolver esse problema sozinho. Você não pode telefonar para um suporte técnico.!"
Ai vem o paradoxo, as notas do 4º bimestre têm que ser dadas pelo professor pelo menos até a primeira sexta de dezembro (e como ficam as presenças?), e em sendo assim, os alunos realmente nem vão mais as aulas. Ou seja, após o conselho, ficamos marcando presença no colégio, porque o ponto tem que ser assinado até mais ou menos 21 ou 22 de dezembro. No entender da supervisão, teria que ter aluno até esse dia, mas vistas grossas são feitas e todos são cúmplices nesse ponto, pois na verdade não existem os 200 dias letivos.
Esse ano, com a instituição da informática no estado inteiro, já avisaram que precisam das notas no fim de novembro, logo, dezembro inteiro vai ser uma festa, e nós professores, faremos parte de um teatro de mentiras que é a nossa educação.
"Não há ícones para clicar. Isto é uma lousa de giz."
Todos nós (professores e direção) temos culpa no cartório, porque as coisas vêm de cima e nada fazemos, e nesse sentido, somos todos palhaços!
Ou a sociedade começa a perceber esses problemas e façam uma ação ou as coisas ficarão do mesmo jeito, ou sendo bem pessimista tende a piorar.
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO EM COMUM... SOMOS GATOs!
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Porque eu sou um palhaço

Sou palhaço, porque sou professor num país onde a educação é sempre tratada em segundo plano(isso não dá voto).
Sou palhaço porque simplesmente eu existo!
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Governo de SP financia matérias no Estadão

No Estadão de domingo (09/09), saiu algumas matérias sobre a progressão continuada, uma medida infame que o governo tomou para reduzir seus gastos e aprovar sem distinção toda a massa estudantil desde o fundamental até o médio.
Nas matérias, existe o claro apoio à esse sistema educacional falho que foi implantado sem que os professores fossem reciclados para tal, sem que houvesse uma reforma estrutural em todas as áreas do ensino, além do fato de premiarem os professores por desempenho.
Algumas comparações foram feitas com outros países de primeiro mundo que adotam tal sistema, e outros que ainda são tradicionais. Mas tal comparação foi uma completa covardia. Nesses países (EUA, Noruega, Coréia, entre outros) o aluno tem uma vida escolar de aproximadamente 12 anos, e uma permanência integral na escola (média de 8h na escola). As salas possuem no máximo 20 alunos e o professor ministra suas aulas num único colégio, além de ser bem remunerado, tendo assim um tempo maior para a preparação de suas aulas, bem como de atividades extracurriculares. Devo salientar também que existem laboratórios bem equipados e toda uma estrutura favorável.
E nós? Aqui o aluno fica no máximo 5h na escola, as salas são superlotadas(existem classes com mais de 50 cabeças!!!), o coitado do professor tem que ministrar suas aulas em vários colégios para obter um salário compatível, não tendo tempo absolutamente para nada. Além da falta de estrutura que atrapalha a condução da aprendizagem (laboratórios caindo aos pedaços ou inexistentes, não ter como xerocopiar provas ou listas de exercícios, entre outras coisas.).
Outro detalhe: os pais, ineptos, colocam a educação de seus filhos nas mãos dos professores, como se eles fossem responsáveis pela falta de uma estrutura familiar, que sabemos estar totalmente falida.
Hoje a escola deixou de ser o reduto do conhecimento, para ser assistencialista. Ou seja, perdeu totalmente o rumo das coisas. E agora querem também premiar os professores por desempenho? Dêem as condições devidas de trabalho, mude a legislação e quem sabe poderão cobrar o profissional.
Mais um detalhe engraçado: numa das matérias existe a defesa das salas lotadas mostrando que a aprendizagem não depende do números de alunos em classe, com dados numéricos e tudo.
Portanto, está muito mais do que claro que tais matérias que saíram no jornal foram financiadas pelo governo do estado, na tentativa de tentar explicar um sistema educacional que não funciona, que no lema de formar cidadões, estão na verdade, formando verdadeiros marginais.
Será que somos todos palhaços?
Isso me revolta. Mas também não é novidade, pois o jornal em questão é famoso por apoiar aqueles que estão no poder descaradamente. Cabe a você leitor, tirar a sua conclusão.
Lembrem-se: EU E OS GATOS TEMOS ALGO

