terça-feira, 18 de julho de 2006

Vou me abrir um pouquinho...

Dizem que sou insociável, pois não participo de encontro de amigos, festas promovidas no meu trabalho, aniversários, casamentos (bem, nesse caso devo dizer que odeio a menção dessa palavra!), mas realmente devo dizer que vocês estão um pouco certos, mas...
Na verdade, eu odeio concentração de pessoas, não me sinto bem, por isso mesmo é que odeio, por exemplo, ir à praia. Não sou e nem vou ser um eremita, mas não me encaixo muitas vezes em grupos.
Lembro na escola, que nunca gostava de fazer trabalhos em grupos, nunca gostei de ter alguém mandando ou determinando o que devo fazer, eu fazia as coisas do meu jeito e não me importava com os outros. Na medida em que eu ia crescendo, isso se tornava cada vez mais evidente e quando comecei a trabalhar, senti certa dificuldade em aceitar ordens de patrão. Quando alguém me mandava fazer algo, eu fazia outra coisa diferente. E sou assim até hoje. Odeio quando as pessoas vêm dar palpites no que faço. Nesse ponto sou irreversível.
E isso devo ter transferido para todos os meus relacionamentos, não preciso de psicólogo para me analisar, aliás, eu sou psicólogo de mim mesmo.
Não consigo manter um relacionamento sério, pois sou um cara muito egoísta. Eu faço o que me dá vontade e foda-se o outro. Não consigo ficar preso a uma pessoa, por mais que eu a ame... Mas será que eu realmente amo alguém? Fiquei noivo por quase 4 ou 5 anos e tudo em que eu pensava era como eu iria me safar dessa, fazer as coisas que gosto sozinho, sem a presença dela. Sentia-me como um passarinho preso na gaiola, e é muito difícil falar dessas coisas para uma pessoa, porque ela não vai entender. Precisei arranjar uma desculpa idiota para pular fora. Hoje só tenho casos, não quero nada sério com ninguém. Não quero ter a obrigação de telefonar no dia seguinte, não quero ter ninguém no meu pé. Quero liberdade.
Tenho saudades de meus amigos, mas primeiramente tenho que vencer meus problemas de relacionamento, meus dias de depressão e a minha vontade suicida. É assim que eu sou, e espero que me aceitem.
Sei que vou morrer sozinho, porque sou muito orgulhoso para aceitar ajuda de outros, sei também que preciso mudar isso, mas a cada problema que enfrento cada vez mais me afasto das pessoas que amo.
Espero que todos entendam isso.

Um comentário:

  1. Oi Cidão!

    Entendo o seu posicionamento e todos temos a obrigação de respeitar.

    Acredito que a amizade vai muito além de reuniões festas e casamentos. Acho que tem muito mais a ver em desejar que o amigo esteja bem e feliz, ainda que do seu jeito.

    É claro que devemos fazer as coisas do nosso jeito, mas devemos também sempre avaliar se o resultado disso está sendo como queríamos. Se não está, é porque precisamos mudar um pouquinho para tentar melhorar esse resultado (assim como na Física). Um dos objetivos da vida (se não for o principal) é este: aprendermos a vivê-la!

    E quanto aos relacionamentos, é difícil escapar, pois tudo é relacionamento: na família, na escola, no trabalho, entre os amigos. Estamos sempre nos relacionando. E todo relacionamento é uma troca. É verdade que temos de abrir mão de muitas coisas, mas recebemos muito também!

    É isso amigo, estou torcendo de coração que você encontre o seu caminho (e uma pessoa que goste de fazer as mesmas coisas que você)!

    Um grande abraço!

    ResponderExcluir

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